Fusão da Oi com a BrT é relevante para o País, diz Miguel Jorge

Para ministro do Desenvolvimento, 'é melhor ter uma empresa mais forte do que duas muito fracas'

Ricardo Leopoldo, da Agência Estado,

13 de junho de 2008 | 14h36

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, afirmou nesta sexta-feira, 13, em São Paulo que é relevante para o País a criação de uma nova empresa de telecomunicações fruto da fusão da Oi com a Brasil Telecom . "[A nova empresa] Não será uma super tele, pois será menor que as outras duas (empresas), então não será uma super, será uma super mínima. A sua criação pode não ser estratégica para o País, mas é importante", afirmou. E destacou: "É melhor ter uma empresa mais forte do que duas muito fracas."   Na quinta-feira, 12, o presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Ronaldo Sardenberg, anunciou que os conselheiros do órgão regulador aprovaram, por unanimidade, o novo Plano Geral de Outorgas (PGO) para o setor. O PGO irá agora para a consulta pública, por um período de 30 dias.   O novo palno permitirá que uma empresa do setor seja detentora de mais de uma área. A aprovação do novo plano abre caminho para que a compra da BrT pela Oi (antiga Telemar) seja concretizada.   De acordo com o que foi determinado no novo PGO, a empresa que comprar uma 2ª área terá que obrigatoriamente atuar em todo o País. Isso significa que, na prática, a companhia que resultará da união das operações da Oi e BrT terá que operar também no mercado paulista. Segundo o conselheiro da Anatel, Pedro Ziller, essa medida foi tomada para incentivar a competição no Estado.   Outra medida é que uma companhia não poderá efetuar uma terceira compra de um concorrente. Dessa forma, a Oi/BrT não poderia, por exemplo, comprar as operações da Telefônica. Também foi determinado que uma companhia, se vender uma concessão, terá que se desfazer de toda a operação.

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