Fusão de Azul e Trip atrapalha expansão de 'nanicas'

Mesmo empresas que sobreviveram no setor, como a Passaredo, passam por processo de ajustes de custos

RIO, / G.G., O Estado de S.Paulo

28 de julho de 2012 | 03h09

Além dos problemas já existentes no segmento de aviação regional, as companhias aéreas que pretenderem entrar nesse setor devem enfrentar mais dificuldades a partir da fusão da Azul com a Trip. Para especialistas, a criação de uma empresa de maior porte com parte de suas atenções voltadas para as rotas atualmente disputadas pelas "nanicas" deve tornar mais complicado o surgimento de novos competidores.

"Quando maior forem a Azul e a Trip, mais difícil será a entrada de outras e menor concorrência você vai ter na aviação regional", afirma o especialista em aviação Respicio Espírito Santo, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

A Trip vê na fusão uma forma de assegurar a posição de maior operadora regional da América Latina para a nova aérea.

Lição de casa. Nesse segmento, a principal concorrente da Trip hoje é a Passaredo, outra sobrevivente do desaparecimento em massa de empresas no segmento. A maior musculatura da empresa e a estratégia de compartilhamento com a Gol a salvaram das mazelas típicas das aéreas regionais. No entanto, a Passaredo não passou imune pelas turbulências que enfrentaram as gigantes do setor.

Depois de um 2011 de combustível com os preços nas alturas e uma guerra tarifária que levou o valor das passagens para baixo, este ano e o próximo serão de lição de casa para a Passaredo, diz o presidente da companhia, José Luiz Felício. Recentemente a empresa cortou seus voos no Sul para readequar sua malha.

Para os próximos anos, porém, a perspectiva é de expansão, garante o executivo. "A partir do ano que vem deveremos ter um crescimento de 15% a 20% ao ano", afirma. Até 2015, a empresa espera chagar a um total de 50 a 60 destinos.

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