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Fusão de bancos japoneses é vista com cautela

Mitsubishi Tokyo Financial e UFJ Holdings encaram com grande cautela os últimos três meses antes de sua fusão, devido a seu complicado processo de integração para formar o maior banco do mundo em ativos. O novo colosso dos bancos mundial nascerá fruto do processo de reorganização maciça do setor, após a profunda crise desencadeada pela explosão da "bolha" da bolsa e do universo imobiliário do fim dos anos oitenta e início dos noventa.As juntas de acionistas de ambas as entidades aprovaram nesta semana a operação, abrindo a via para o início da implementação do novo banco Mitsubishi UFJ Financial Group (MUFG), prevista para o dia 1 de outubro.Assim, o "número dois" japonês, Mitsubishi Tokyo, absorverá o "número quatro", UFJ, para criar uma entidade que reunirá ativos no valor de 190 trilhões de ienes (1,7 trilhão de dólares) e que superarão o americano Citigroup.No entanto, sobre este processo de integração, que se iniciou há apenas um ano, uma vez alcançado o primeiro acordo, pairam muitas dúvidas. A adaptação dos sistemas de informática se apresenta como um desafio, levando em conta o desastroso precedente protagonizado pelo grupo Mizuho.Este gigante bancário, nascido da fusão de Dai-Ichi, Fuji e Industrial do Japão, viveu um lamentável estréia de suas operações com o colapso de seu sistema de informática. Sua rede de caixas e transações ficou paralisada e registrou atrasos em 2,5 milhões de operações e pagamentos com cartão de crédito.Para não repetir o mesmo erro, Mitsubishi Tokyo e UFJ querem garantir que, até a data fixada, seus diferentes sistemas operacionais, criados por IBM e Hitachi, respectivamente, possam começar a funcionar juntos. Uma vez em marcha, esperam completar a integração informática em um processo que culminaria em 2007 com a criação de um único sistema.A dificuldade desta tarefa fica refletida no volume de mercado de ambas as entidades, que somam cerca de 40 milhões de clientes individuais e 280.000 corporativos.Segundo o jornal Nikkei, o sistema operacional conjunto será posto à prova nos dias 20 e 21 de agosto, quando se avaliará se os prazos estabelecidos para a fusão são factíveis ou precisam de uma revisão.Outro risco que os dois bancos enfrentam é a ameaça de perder uma grande cota de seu mercado creditício. As primeiras previsões dos resultados da fusão estimam uma queda nos lucros operacionais de cerca de 40 bilhões de ienes (357 milhões de dólares) no ano fiscal em curso como conseqüência da fuga de créditos, de acordo com o mesmo jornal nipônico.Segundo uma enquete da Comissão de Comércio Justo, 63% de 210 empresas que trabalham com ambos os bancos consideram a possibilidade de recorrer a outras entidades para diversificar sua bolsa de créditos.Por outro lado, também há dúvidas sobre como ambas as entidades reduzirão as despesas na consolidação de suas filiais. Mitsubishi Tokyo e UFJ possuem cerca de 140 escritórios competindo entre si.

Agencia Estado,

03 de julho de 2005 | 09h18

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