Fusão e a escalada de companhias 'pequenas' aquecem a aviação

Cenário

O Estado de S.Paulo

27 de junho de 2012 | 03h10

Liderado por TAM e Gol, o negócio da aviação doméstica no País observa nos últimos meses o movimento das demais empresas do setor, que buscam diminuir a distância que as separam das duas gigantes - as líderes do mercado transportam 74,7% de todos os passageiros no País.

O movimento mais consistente nessa direção foi o recente anúncio da fusão entre a Azul, terceira em faturamento, e a Trip. A nova empresa, resultado desta união, vai fazer surgir uma companhia com 112 aeronaves e responsável por 837 voos operados diariamente.

No entanto, até a aprovação da transação pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e pela Agência Nacional da Aviação Civil (Anac), as duas companhias continuarão operando suas frotas individualmente.

Na base da pirâmide desse setor, outras empresas também protagonizam ações consistentes e que chamam a atenção do mercado. Segundo levantamento realizado pela Anac, as 'pequenas' empresas do setor ampliaram sua fatia no setor: passando de 19% em abril de 2011 para 25,3% no mesmo mês de 2012. Nesse sentido, a Avianca destaca-se por puxar a fila. A empresa da família Efromovich praticamente dobrou sua participação no mercado - era de 2,6% no ano passado e chegou a 5%.

Esse desempenho, pelo menos em teoria, deve continuar pelos próximos meses. O otimismo tem a ver com a revisão dos investimentos anunciada pela empresa em junho. A Avianca investirá cerca de R$ 216 milhões a mais em relação aos R$ 2,7 bilhões inicialmente previstos até o final de 2016 - alta de 8%.

A companhia pretende adquirir oito novos Airbus, aeronaves que irão incrementar a frota atual de 26 aviões. Além dos cinco modelos A318 previstos, a Avianca trará ao País outras três aeronaves novas em folha: um Airbus A319 e dois A320, com capacidade para 132 e 162 passageiros, respectivamente.

A empresa comandada pelos irmãos José e German Efromovich também anunciou a inauguração, em setembro, de mais um destino - a companhia vai operar voos para Maceió, mercado que ainda não era atendido.

Até o fim do ano, a Avianca espera alcançar a marca de 200 voos diários. Atualmente são 147. A companhia também informou que pretende contratar cerca de 800 pessoas para diversas áreas e disse que a expansão deverá se concentrar em Brasília, Rio de Janeiro e também na região Nordeste do País.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.