Fusão ocorreu há 4 meses

As empresas Azul e Trip anunciaram a fusão de suas operações em maio, criando um grupo que deve faturar R$ 4,2 bilhões este ano. Pela operação, que ainda precisa do aval do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), os acionistas da Azul ficaram com uma fatia de 67% do novo grupo, e os da Trip com o restante.

O Estado de S.Paulo

22 de setembro de 2012 | 03h06

Com uma participação de cerca de 15% no mercado doméstico, a nova empresa, que adotará a marca Azul, se consolida no terceiro lugar nesse segmento, atrás de TAM (41,8%) e Gol (32,9%), segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) referentes a julho.

Após o anúncio do negócio, as empresas iniciaram a reestruturação de seu quadro de executivos. O controlador da Azul, David Neeleman, passou a ocupar o cargo de presidente da companhia, posto que era de Pedro Janot desde a criação da aérea. O executivo comandará também a empresa que será criada com a fusão. José Mario Caprioli, que era majoritário na Trip, será o diretor operacional.

Com a fusão, a Azul reconheceu que a união com a concorrente antecipou parte do que pretendia fazer no segmento doméstico e admitiu que o movimento a deixa mais perto de explorar o mercado de voos internacionais, em que as concorrentes TAM e Gol já atuam.

Esta semana, o site da Azul começou a vender passagens para voos da Trip, depois que a Anac aprovou o acordo para compartilhamento de voos (code-share) entre as duas companhias.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.