Fusão Oi/BrT estimulará economia, afirmam ministro e Anatel

Patrocinada pelo governo, venda da Brasil Telecom para a Oi foi aprovada na quinta-feira pela Anatel

Gerusa Marques, da Agência Estado,

19 de dezembro de 2008 | 08h34

A atuação conjunta da Oi e da Brasil Telecom (BrT) resultará em ganhos de escala e conseqüente queda de tarifas, avaliaram ontem (18) representantes do governo e da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). O ministro das Comunicações, Hélio Costa, ao comentar a aprovação da fusão das duas empresas pelo Conselho Diretor da Anatel, por 3 votos a 1, afirmou que o Brasil se fortalecerá com a criação da supertele, que cumprirá um papel de estimular a economia. Veja também Anatel dá aval à compra da BrT pela Oi com restrições Presidente da Oi comemora cumprimento de cronograma Entenda o processo de fusão das duas empresas   "Estamos vivendo uma crise financeira, e uma operação como essa ativa o setor", disse o ministro à Agência Estado. Segundo ele, o consumidor será beneficiado com a fusão. "Na medida em que se juntam operações dispendiosas, a tendência é melhorar o desempenho e ter preços melhores", afirmou Hélio Costa.A compra da Brasil Telecom pela Oi é considerada o maior negócio do setor dos últimos dez anos, depois da rivatização do Sistema Telebrás. A supertele tem receita líquida anual de R$ 30 bilhões, concentra 22 milhões de telefones fixos e mais de 20 milhões de celulares. Sua atuação será em praticamente todo o País, à exceção do Estado de São Paulo.O presidente da Anatel, Ronaldo Sardenberg, também expressou sua expectativa de que a união das duas empresas produza ganhos de escala e de gestão e queda de tarifas. Ele disse que a Anatel "venceu uma etapa importante" que começou no início do ano com a elaboração de novas regras para o setor, com o Plano Geral de Outorgas (PGO)."Nossa expectativa é de que haverá ganhos de escala e de gestão e que haverá reflexos na diminuição de preços", afirmou. Segundo Sardenberg, a Anatel continuará seu trabalho administrativo para apurar o que ele chamou de imperfeições no processo de compra, que poderão até resultar em multas para a Oi. A compra foi aprovada por 3 votos a 1. Apenas o conselheiro Plínio de Aguiar Júnior foi contrário à fusão."Todas as etapas foram cumpridas e os prazos também" disse Sardenberg, lembrando que no início do processo a Anatel foi acusada de ser "açodada" e, depois, de retardar sua avaliação. "Dei vários recados e gostaria que fossem transmitidos", disse o presidente da Anatel, encerrando a entrevista.A relatora do processo, conselheira Emília Ribeiro, também concorda em que haverá queda diminuição de preços. "Só tem ganhos para o consumidor. O nascimento dessa empresa representa uma nova etapa no setor de telecomunicações", afirmou a conselheira. Ela avaliou que uma empresa do porte da OI/BrT não desestimulará a competição. Segundo Emília, não há sobreposição de atuação, portanto não serão eliminados competidores do mercado.    

Mais conteúdo sobre:
Brasil TelecomOifusãoAnatel

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.