Fusão Varig-Tam está cada dia mais difícil, diz Infraero

O presidente da Infraero, a empresa federal que administra os aeroportos do País, Carlos Wilson, disse hoje que a cada dia que passa fica mais difícil a fusão da Varig com a TAM. "Eu tenho minhas dúvidas se esta fusão vai sair", afirmou. Ele levantou a possibilidade de o governo "entrar mais duro, no sentido até de uma intervenção". Carlos Wilson enviou uma carta ontem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, sugerindo que o governo chame as duas empresas para conversar. De acordo com ele, as dívidas da Varig e da TAM com a Infraero estão em cerca de R$ 700 milhões. Ele considerou "um desprazer" saber ontem "que voltaram aqueles que teriam sido afastados" da direção da Fundação Rubem Berta (FRB). De acordo com a assessoria de imprensa do presidente da Infraero, ele não defende intervenção no sentido de estatização, mas sim no de pressionar as empresas pela fusão. O ministro Ciro Gomes, presente também ao seminário "Infra-estrutura logística como Fator de Desenvolvimento", no qual Carlos Wilson deu estas declarações, afirmou que o governo "está dedicado a este assunto desde o primeiro dia com a discrição necessária, e o presidente Lula quer uma empresa nacional forte no setor aéreo". Vice-governador defende intervenção O vice-governador do Rio de Janeiro, Luiz Paulo Conde, defendeu que o governo intervenha e tome conta da Varig. "Ou o governo assume que a Varig não tem como sobreviver, e nem a TAM, e nem vai ter" disse, deixando a frase incompleta. "Mercado não resolve isso", afirmou. Segundo Luiz Paulo Conde, falta uma estratégia nacional sobre o que o governo pretende. Ele afirmou ainda que "a Varig está falida - se forem investigar, tinham que prender todo mundo". Conde participa ao seminário "Infra-estrutura logística como Fator de Desenvolvimento", no Rio de Janeiro.

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