Dida Sampaio/AE - 11/12/2009
Dida Sampaio/AE - 11/12/2009

Fusões e aquisições caem 31%, mas devem se recuperar

Forte queda das operações no primeiro semestre pressionou total do ano, que deve chegar a 456 transações

Natalia Gómez, da Agência Estado,

17 de dezembro de 2009 | 14h23

As operações de fusões e aquisições no Brasil devem cair 31% em 2009, passando de 663 no ano passado para 456 negócios, segundo levantamento feito pela KPMG. Até 15 de dezembro, foram fechadas 430 operações, mas o número deve chegar a 456 até o final do ano.

 

"No primeiro semestre, tivemos uma forte desaceleração no número de transações por causa dos reflexos da crise no mercado de crédito e do ambiente de incerteza", disse por meio de nota o sócio da KPMG Brasil responsável pela pesquisa de fusões e aquisições, Luís Motta. No segundo semestre, no entanto, o cenário se inverteu e começou a ocorrer uma retomada gradativa das operações, segundo ele.

 

Para 2010, a instituição prevê um movimento mais intenso de fusões e aquisições devido ao retorno das aberturas de capital das empresas e da melhora das perspectivas econômicas no Brasil e no exterior. No primeiro trimestre de 2010, deve ocorrer um aumento de 15% no número de negócios, e nos trimestres seguintes o movimento deve crescer gradativamente.

 

"Se este cenário seguir o curso previsto, poderemos fechar o ano de 2010 em um nível superior ao de 2008, segundo melhor ano da história, quando tivemos uma movimentação de 663 operações", afirmou. Em 2009, os setores que mais tiveram operações de fusões e aquisições foram o de tecnologia da Informação, com 53 transações, alimentos, bebidas e fumo, com 38, e telecomunicações e mídia, com 23. No quarto trimestre, foram registradas 114 operações até o dia 15, mas o número deve chegar a 140 até 30 de dezembro.

 

Tudo o que sabemos sobre:
fusõesaquisiçõesKPMG

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.