Fusões e aquisições deverão ser analisadas no âmbito local, diz presidente do Cade

Segundo Arthur Badin, ‘o objetivo é evitar concentrações contra a lei’ 

Célia Froufe, da Agência Estado,

21 de julho de 2010 | 14h03

O presidente do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), Arthur Badin, disse nesta quarta-feira, 21, que os casos que têm chegado ao órgão antitruste na área de varejo para avaliação de aquisições e fusões terão que ser julgados não só no âmbito nacional, mas em relação as atividades locais bem específicas desses setores. "O objetivo é evitar concentrações contra a lei", disse a jornalistas após a primeira parte da sessão do Cade de hoje.

Badin disse que o movimento dessas grandes redes varejistas como Ponto Frio e Pão de Açúcar, Casas Bahia e Pão de Açúcar, Ricardo Eletro e Insinuante e Magazine Luiza e Lojas Maia, é consequência do aumento do poder aquisitivo do consumidor em várias regiões do País. De acordo com ele, cada operação terá de ser analisada separadamente e de forma bem próxima da área de atuação, dada a abrangência do negócio nos mais diferentes tamanhos de cidades.

Assim, em vez de observar o negócio apenas do âmbito nacional, será preciso analisar cada impacto da operação nos municípios e localidades. No caso de grandes cidades, como São Paulo, o presidente do Cade salientou que a exigência de acompanhamento poderá chegar à esfera de bairros. "Afinal, ninguém cruza a cidade para comprar um ferro de passar roupa", justificou.

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