Fusões e aquisições no 1º tri superam o ano de 2008

As operações de fusões e aquisições fechadas no primeiro trimestre do ano totalizaram R$ 132,4 bilhões, volume 31,9% superior ao atingido em 2008 todo. A fusão de Itaú e Unibanco, que movimentou R$ 106,917 bilhões, foi a grande responsável por esse desempenho, segundo dados da Associação Nacional dos Bancos de Investimento (Anbid), divulgados ontem.Os valores correspondem às operações liquidadas de janeiro a março, acima de R$ 20 milhões. Não entram nessa conta os R$ 16,8 bilhões em operações anunciadas, mas que ainda não foram finalizadas no período. "Os números refletem o bom ano de 2008 que teve grandes operações", diz a coordenadora da subcomissão de Fusões e Aquisições da Anbid, Carolina Lacerda. Além da fusão entre Itaú e Unibanco, as principais operações fechadas no trimestre foram a aquisição da Brasil Telecom pela Oi por R$ 6,4 bilhões, a compra da Nossa Caixa pelo Banco do Brasil (R$ 5,4 bilhões) e da Aracruz pela Votorantim Celulose e Papel (R$ 3,8 bilhões), segundo a Anbid. No período, a Anbid apurou 17 fusões e aquisições e três reestruturações societárias ou ofertas públicas de ações. Em 2008, foram realizadas 94 operações no ano. A fusão entre Itaú e Unibanco também elevou o volume médio das operações feitas durante o trimestre. De janeiro a março, o valor médio foi de R$ 6,6 bilhões, ante R$ 1,1 bilhão no ano passado. As negociações entre empresas brasileiras corresponderam a 64,7% das operações, segundo a Anbid. No período, nenhuma empresa brasileira foi comprada por estrangeira. Por outro lado, três empresas americanas foram adquiridas por companhias brasileiras. "A valorização do real levou os brasileiros a olharem oportunidades externas", diz Daniel Goldberg, diretor-gerente da área de bancos de investimento do Morgan Stanley no Brasil. O banco negociou R$ 117,831 bilhões em fusões e aquisições no primeiro trimestre e liderou o ranking da Anbid. Goldberg projeta que 2009 seja marcado por um número maior de operações. "No ano passado só os grandes negócios saíram, porque eram importantíssimos e inadiáveis, mas agora algumas operações que estavam em espera começam a se reabrir."

Paulo Justus e Ana Paula Ribeiro, O Estadao de S.Paulo

12 de maio de 2009 | 00h00

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