Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Tenha acesso ilimitado
por R$0,30/dia!
(no plano anual de R$ 99,90)
R$ 0,30/DIA ASSINAR
No plano anual de R$ 99,90

Fusões e aquisições no Brasil cresceram 12% em 2005

O movimento de fusões e aquisições no Brasil encerrou 2005 com um avanço de 12% em relação ao ano passado, de acordo com um levantamento divulgado hoje pela KPMG Corporate Finance. Segundo a consultoria, foram realizadas 336 transações do gênero este ano, ante 299 operações registradas em 2004. O quarto trimestre concentrou boa parte do movimento, com 84 operações. Os dados incluem negócios realizados até o dia 13 de dezembro, quando o estudo foi finalizado.Apesar do crescimento em relação ao ano passado, o resultado de 2005 mostrou uma desaceleração em relação ao período entre 2003 e 2004, quando houve um crescimento de 30% no ritmo de transações. Mesmo assim, a KPMG insistiu que os dados são positivos, já que o ano de 2003 oferecia uma base de comparação muito fraca.O sócio da KPMG na área de Corporate Finance, Cláudio Ramos, explicou que o mercado de fusões e aquisições ainda sofria, naquele ano, o impacto da paralisação iniciada em 2001, com os atentados terroristas de 11 de setembro nos Estados Unidos."O que tivemos em 2005 foi a continuidade de um movimento de retomada desse mercado", explicou Ramos. "Os números mostram que já estamos praticamente nos mesmos patamares dos melhores anos, que foram 2000 e 2001", acrescentou. O levantamento deste ano mostrou, por exemplo, um interesse maior de empresas estrangeiras por companhias brasileiras e subsidiárias. Em 2005, 197 operações envolveram capital estrangeiro, um número que totalizou 191no ano anterior.Interesse maior pelo Estado de São PauloSegundo a KPMG, o Estado de São Paulo foi o que concentrou o maior número de fusões e aquisições em 2005, com 59 operações. Em seguida, vieram Rio de Janeiro (25 operações), Rio Grande do Sul (10) e Bahia (6).A análise por setor de atividade apontou a área de Tecnologia da Informação foi a que apresentou maior movimentação, com 47 transações, seguida pelos segmentos de alimentos, bebidas e tabaco (33), química e petroquímica (25), siderurgia e metalurgia (23) e telecomunicações (20).PerspectivaA expectativa da KPMG é de que o mercado de fusões e aquisições se mantenha em alta em 2006, apesar de se tratar de um ano eleitoral. Segundo Ramos, há um sentimento de que a crise política enfrentada no governo federal não será capaz de abalar a economia. Ramos afirmou ainda que, mesmo que a composição PSDB/PFL retorne à presidência da República no ano que vem, não há atualmente uma preocupação do mercado de fusões e aquisições quanto a uma possível ruptura no modelo econômico vigente.

Agencia Estado,

15 de dezembro de 2005 | 17h37

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.