Fusões e aquisições sobem 348% em 2006, segundo Anbid

As operações de fusões, aquisições e reestruturações societárias totalizaram R$ 131,77 bilhões em 2006, o que representa uma expansão de 237% em relação ao ano anterior, de acordo com dados divulgados nesta terça-feira, 13, pela Associação Nacional dos Bancos de Investimento (Anbid). No ano passado, foram realizadas 74 transações, enquanto que em 2005 o número foi de 55.Desse total, R$ 89,749 bilhões se referem especificamente a fusões e aquisições, um aumento de 348%. O principal destaque no ano passado foi o aumento das compras de empresas estrangeiras pelas brasileiras, que totalizaram R$ 53,959 bilhões. Segundo o coordenador da subcomissão de fusões e aquisições da entidade, Luiz Antônio França, o número foi puxado pela operação de aquisição da mineradora canadense Inco pela Companhia Vale do Rio Doce, por R$ 36 bilhões. No entanto, mesmo sem considerar esse negócio, o volume de compras de empresas estrangeiras por companhias nacionais teria aumentando 125%, disse França.No ano passado, as compras de empresas brasileiras por estrangeiras também cresceu, de R$ 3,598 bilhões para R$ 12,586 bilhões. Na análise de França, os números de fusões e aquisições em 2007 deverão se manter nos mesmo patamares do ano passado. "As empresas brasileiras sempre estão em busca de novos negócios para se manterem competitivas. Não imaginamos que operações de grande porte como a da Vale/Inco ficarão restritas a um único ano", afirmou ele.LíderO Credit Suisse liderou as operações de fusões e aquisições no mercado brasileiro no ano passado, com um volume total de R$ 50,678 bilhões, considerando os negócios fechados, de acordo com o ranking divulgado pela Anbid. O Goldman Sachs aparece na segunda posição da lista, com R$ 45,924 bilhões, seguido do UPS Pactual (R$ 41,779 bilhões).Segundo a Anbid, nas operações de reestruturação societária, o líder no ranking é o Goldman Sachs, com R$ 11,717 bilhões. Em seguida, aparecem Merryl Linch, com R$ 7,777 bilhões e o Citigroup, com R$ 6,228 bilhões. Quando o critério é o número de operações realizadas, o Itaú-BBA e o Citigroup aparecem juntos na liderança do ranking de fusões e aquisições, cada um com 11 negócios fechados. As duas instituições aparecem à frente do Credit Suisse, com 10 negócios, e do Goldman Sachs (8 operações).

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