Futura chefe do FMI é conhecida pela franqueza e por frases polêmicas

Nadadora na adolescência e formada em direito, Christine Lagarde é uma das personalidades mais populares da França

28 de junho de 2011 | 16h11

  Christine Lagarde, escolhida nesta terça-feira para ser a futura diretora-gerente do FMI, é considerada uma das políticas mais populares da França.

Depois de ser a primeira mulher a ocupar o cargo de ministra das Finanças no seu país, ela também será, a partir de cinco de julho, a primeira a ocupar a chefia do fundo, depois de ter recebido o apoio de Estados Unidos, Rússia, China e Brasil.

Fluente em inglês, a francesa é conhecida pelo jeito direto e franco e por colecionar frases polêmicas.

Em 2008, Lagarde disse que a cultura movida a testosterona dos bancos globais ajudou a provocar a crise financeira global.

No ano seguinte, quando o Brasil pediu à Europa o fim dos subsídios agrícolas, Lagarde reagiu com ironia: "Minha resposta é não. (Os brasileiros) querem tirar tudo de nós, até a roupa íntima".

Nadadora e advogada

Nascida em Paris, Lagarde é divorciada e mãe de dois filhos. Na adolescência, ela foi atleta e chegou a fazer parte da equipe francesa de nado sincronizado. Aos 17 anos, foi viver e estudar inglês nos Estados Unidos, antes de se formar na Faculdade de Direito em Paris. Mais tarde, fez mestrado no Instituto de Ciência Política em Aix-en-Provence (sul da França).

Em 1981, de volta aos Estados Unidos, Lagarde trabalhou em um escritório de advocacia, especializando-se em direito antitruste e fusões e aquisições. Dezoito anos depois, tornou-se a primeira mulher a chefiar a Baker & McKenzie, uma das maiores firmas de advocacia do mundo.

Personalidade favorita

Lagarde foi nomeada em 2005 ministra do Comércio da França, e no seu mandato as exportações do país atingiram níveis recordes. Em 2007, assumiu o Ministério das Finanças. Quatro anos depois, o jornal britânico Financial Times a consideroua melhor ministra das Finanças da Europa, após se destacar nas negociações pós-crise no G20. Ela ainda teve participação ativa nas negociações do pacote de ajuda à Grécia.

No mesmo ano, Lagarde ficou em segundo lugar em uma pesquisa de opinião feita pela rede de TV RTL e o jornal Le Parisien para escolher a personalidade favorita do país, perdendo apenas para o cantor e ator Johnny Hallyday.  

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