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Futuro da energia no Brasil pode ser geração nuclear, diz Tolmasquim

Presidente da Empresa de Pesquisa Energética avalia, no entanto, que país deve antes esgotar  outras matrizes energéticas disponíveis, como hidrelétricas e parques eólicos

Daniela Amorim e Alexandre Rodrigues, da Agência Estado,

29 de abril de 2011 | 12h18

O futuro da geração de energia no Brasil pode ser a construção de usinas nucleares, segundo o presidente da Empresa de Pesquisa Energética, Mauricio Tolmasquim. Mas, como o País ainda possui abundância de matrizes energéticas, a prioridade é esgotar os demais recursos disponíveis, como hidrelétricas e parques eólicos. A geração nuclear não seria uma questão urgente.

"É provável que a energia nuclear seja a melhor opção no futuro porque o Brasil tem uma das maiores reservas de urânio do mundo. Além disso, é um dos poucos países que detêm a tecnologia para o enriquecimento. Mas o País pode pensar no programa nuclear com tranquilidade, sem afobamento", disse Tolmasquim.

O presidente da EPE afirmou ainda que a discussão em torno do Plano de Emergência para a usina nuclear de Angra 3, que ganhou força depois da tragédia nuclear em Fukushima, no Japão, não deve atrapalhar o cronograma das obras. A mobilização internacional sobre o tema estaria sendo acompanhada de perto pelo governo, mas possíveis mudanças afetariam apenas as próximas usinas a serem construídas no País.

"O projeto de Angra 3 já está fechado. Nada muda. A usina vai começar a operar na data prevista, se não me engano em 2016", declarou.

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