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Futuro governo da Espanha anuncia corte de 16,5 bi

O novo primeiro-ministro Mariano Rajoy disse que o primeiro ano do seu governo será conhecido pela austeridade

MADRI, O Estado de S.Paulo

20 de dezembro de 2011 | 03h07

O novo governo da Espanha planeja implementar 16,5 bilhões em cortes no orçamento de 2012, além de avançar com novas reformas para reduzir o desemprego, segundo afirmou ontem o primeiro-ministro eleito Mariano Rajoy, em seu discurso inaugural no Parlamento. O político é líder do Partido Popular, que ganhou as eleições realizadas em 20 de novembro.

De acordo com Rajoy, o primeiro ano de mandato do Partido Popular será conhecido pela austeridade do governo.

Rajoy afirmou que também vai dar prioridade para uma ampla reforma e higienização do setor bancário, incluindo uma nova onde de fusões e aquisições.

Com o corte estabelecido, o governo planeja reduzir o déficit público dos atuais 6% do PIB para 4,4%. "Esse é o objetivo e nosso compromisso", disse Rajoy.

No seu discurso, o novo primeiro-ministro prometeu também mudanças no sistema de aposentadoria e até o fim de emendas de feriados, admitindo que a Espanha enfrenta "tempos difíceis". Em contrapartida, ofereceu aumento nas pensões e reduções de impostos para pequenas empresas.

O congelamento das aposentadorias foi uma das medidas mais impopulares adotadas pelo governo socialista de José Luis Rodríguez Zapatero para reduzir o déficit. A Espanha tem o maior índice de desemprego da União Europeia e altas taxas de juros recaindo sobre os títulos de suas dívidas, despertando temores de que possa necessitar de um pacote externo de resgate financeiro.

Rajoy afirmou que não deve aumentar os impostos, por causa das dificuldades "que as empresas e a população estão enfrentando". Ele ainda precisa ser nomeado primeiro-ministro pelo rei da Espanha, em uma cerimônia que deve ocorrer amanhã. A primeira reunião de gabinete deve ser realizada na sexta-feira.

Oposição. O discurso de Rajoy foi classificado como "decepcionante" por alguns dos líderes da oposição. Na avaliação de Alfredo Pérez Rubalcaba, principal adversário de Rajoy na última eleição e atual líder do Partido Socialista, a cifra necessária do corte pode aumentar se o déficit público ultrapassar 6%. Para Rubalcaba, o novo governo deveria esperar o resultado final do déficit para definir o valor do corte.

O porta-voz socialista, José Antonio Alonso, afirmou que o discurso foi muito ambíguo e pouco concreto.

Para a Coalização Esquerda, o discurso do novo primeiro-ministro deixou claro que o plano do governo é o que desejam "Angela Merkel (chanceler da Alemanha) e Nicolas Sarkozy (presidente da França)".

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