Futuro ministro, Levy trabalha com meta fiscal de 1,2% do PIB em 2015

Futuro ministro, Levy trabalha com meta fiscal de 1,2% do PIB em 2015

Primeiro pronunciamento do ministro da Fazenda indicado, Joaquim Levy, mostra tom mais realista; Mantega havia apresentado meta de superávit primário 2% do PIB para o ano que vem

Renata Veríssimo, Célia Froufe, Adriana Fernandes e Ricardo Della Coletta, Agência Estado

27 de novembro de 2014 | 16h24


O futuro ministro da Fazenda, Joaquim Levy, informou na apresentação da nova equipe econômica nesta quinta-feira, 27, que a meta de superávit primário de 2015 será de 1,2% do Produto Interno Bruto (PIB).

O anúncio mostra um tom mais realista do ministro indicado em meio às discussões no Congresso sobre o projeto que reduz a meta fiscal para 2014 e considerando o risco do governo fechar as contas do ano no vermelho. O governo central, no acumulado de janeiro a outubro, acumula déficit primário R$ 11,5 bilhões

O atual ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse recentemente esperar um superávit primário de 2% do PIB em 2015. O valor também está presente na Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2015.

Joaquim Levy também afirmou hoje que o superávit primário não será menor de 2% em 2016 e 2017. Indicando uma possível recuperação gradual das contas públicas.

Lendo o primeiro pronunciamento após ser anunciado para o cargo, Levy disse que o objetivo imediato do Ministério da Fazenda é estabelecer uma meta de superávit primário para os próximos três anos compatível com a estabilização e o declínio da dívida bruta em relação ao PIB e considerando o nível de reservas estáveis.

"Para fazer essa trajetória, o superávit deve ser de pelo menos 2% ao ano ao longo do tempo, pelo critério abaixo da linha", disse. No entanto, informou que não será possível alcançar esse patamar em 2015 apesar da melhora do superávit no ano que vem. "A meta de superávit para 2016 e 2017 não será menor que 2% do PIB. Alcançar esse meta é fundamental para a confiança da economia", disse, ressaltando o seu compromisso também com avanços sociais e econômicos conquistados nos últimos 20 anos.

Autonomia. Questionado sobre o grau de independência para conduzir a economia no segundo mandato da presidente Dilma Rousseff, Joaquim Levy afirmou que "a autonomia está dada". "O objetivo é claro, os meios a gente conhece, e há suficiente grau de entendimento dentro da própria equipe", afirmou.

Ele ressaltou que, quando se escolhe uma equipe, "há uma confiança". "Eu não tenho indicação nenhuma em sentido contrário", disse Levy. Levy afirmou que as medidas necessárias serão tomadas com segurança.

Completam a equipe econômica Alexandre Tombini, que permanecerá como presidente do Banco Central, e Nelson Barbosa, que assumirá o Ministério do Planejamento.

O atual ministro da Fazenda, Guido Mantega, e a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, permanecerão nos cargos até que se conclua a transição a formação das novas equipes. / COLABOROU: MARIANA CONGO

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