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Futuro presidente da Caixa Econômica diz ser a favor do IPO das áreas de seguro, loterias e cartões

Futuro presidente interino do Brasil, Michel Temer, teria sinalizado ser a favor desse processo

Igor Gadelha, O Estado de S. Paulo

11 de maio de 2016 | 19h03

BRASÍLIA - Futuro presidente da Caixa Econômica Federal do governo Michel Temer, o ex-ministro Gilberto Occhi disse nesta quarta-feira ser a favor da abertura de capital do banco público. Em entrevista ao Broadcast (serviço em tempo real da Agência Estado), ele defendeu que a primeira etapa do processo deve ser a abertura do capital de três áreas do banco: seguro, loterias e cartões. A abertura total seria, portanto, o "segundo passo".

Occhi afirmou que a abrir o capital das três áreas "seria uma oportunidade grande de ganho" tanto para a Caixa Econômica quanto para o Tesouro Nacional. "A Caixa ainda tem muito a explorar nesses três segmentos", disse o futuro presidente, que é funcionário de carreira do banco público há 36 anos. Ele será indicado ao comando da instituição pelo PP, partido ao qual é filiado.

O futuro presidente da Caixa avaliou também que a abertura de capital das áreas é importante, na medida em que deve melhorar a governabilidade e fortalecer a governança do banco como um todo. Segundo ele, o futuro presidente interino do Brasil, Michel Temer, já sinalizou ser a favor desse processo, como mostrou o Estado na última segunda-feira, 9.

Questionado quando a abertura de capital dessas três áreas deve ser realizada, Occhi afirmou que é antes preciso concluir os estudos para saber qual o melhor janela de oportunidade. "Temos que concluir esses estudos para uma decisão apenas parcial. (...) A abertura total do capital da Caixa seria um segundo passo", disse Occhi, ex-ministro da Integração Nacional do governo Dilma Rousseff.

 

A abertura de capital da Caixa Econômica chegou a ser cogitada no fim de 2015 por Dilma. A negociação, contudo, ficou restrita à área de seguros, que acabou não acontecendo, por causa das condições de mercado. Como mostrou o Estado no início desta semana, a ideia de Temer é fazer uma oferta pública de ações (IPO, na sigla em inglês) do banco até 2018, ano de novas eleições presidenciais. 

O modelo das privatizações para as áreas de seguros e loterias já está definido. A estimativa inicial era de que a Caixa Seguridade fosse avaliada em R$ 40 bilhões (o IPO movimentaria R$ 10 bilhões). Já para a privatização das loterias, a estimativa é de que poderia render anualmente R$ 1 bilhão. A privatização da área de cartões está em fase mais embrionária. / COLABOROU MURILO RODRIGUES ALVES

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