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Futuro próximo: Pós-pandemia: o que vai acontecer?

Ninguém tem como cravar essa resposta. Mas é possível vislumbrar tendências no setor de seguros – que orbita tantas áreas da vida e afeta uma cadeia enorme, da ponta do cliente à da companhia

Luciana Franco, Media Lab Estadão
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28 de abril de 2020 | 05h12

Já é dado no mundo todo: a pandemia do novo coronavírus conduz a humanidade para outras dinâmicas nas relações – entre pessoas; entre empresas; entre pessoas e empresas. Ainda que seja cedo para saber o que e como exatamente viveremos quando passar a fase mais crítica da crise, é possível vislumbrar algumas transformações no setor de seguros. O comportamento do consumidor brasileiro, por exemplo, já mudou. “Ninguém acorda querendo comprar um seguro, mas o brasileiro está mais apto a ouvir”, diz Hélder Molina, CEO da MAG Seguros. As companhias estão também muito envolvidas na construção de respostas para as novas demandas que o “novo mundo” apresenta. Sobretudo as tecnológicas. Veja a seguir algumas tendências apontadas por especialistas e que devem chegar ao mercado ainda em 2020.

 

SEGURO DE NICHO

O desenvolvimento de produtos bastante específicos para determinados grupos é uma categoria promissora no mercado de seguros brasileiro. A startup WinSocial oferece seguro de vida com cobertura de morte e invalidez para um público que tem dificuldade de encontrar essas soluções no mercado. É o caso dos diabéticos. A empresa opera em parceria com a MAG Seguros, e em março de 2020 registrou aumento de 60% sobre as vendas de fevereiro. A alta reflete uma maior preocupação dessas pessoas, consideradas grupo de risco para o coronavírus, com o planejamento financeiro. A WinSocial pretende ampliar a cobertura, ainda este ano, para pessoas obesas, com HIV, hipertensas e com câncer.

SEGURO INTERMITENTE

Os planos de seguros com vigência reduzida de contrato e/ou período intermitente também devem ganhar espaço no mercado nacional. De acordo com Márcio Coriolano, presidente da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), nessa modalidade mais compacta as companhias podem oferecer apólices que são contratadas de acordo com a conveniência do consumidor.

O seguro de período mais enxuto de validade pode ser determinado em meses, dias, horas, minutos, bem como em duração de viagens e outras situações estabelecidas pela seguradora. Já nos modelos de vigência intermitente – em que o produto é ativado e desativado –, o que se leva em conta são condições de interrupção e o recomeço da validade da apólice. Esse tipo de seguro é, portanto, contratado sob demanda e para situações específicas, como a proteção de celular em um passeio à praia ou a cobertura de vida em determinado trecho de uma viagem. “Eles são uma evolução no mercado brasileiro de seguros”, avalia Hélder Molina, CEO da MAG.

SEGURO CIBERNÉTICO

Os riscos cibernéticos já são os que mais preocupam os empresários em todo o mundo. A preocupação aumenta nesses tempos de quarentena, em que as comunicações pessoais e de trabalho e as movimentações financeiras são realizadas majoritariamente por meio de conexões digitais em computadores e smartphones.

O chamado seguro cibernético cobre, por exemplo, os prejuízos causados pela ação criminosa de um hacker – esse tipo de evento provoca mais do que aborrecimento: pode terminar em roubo de dados estratégicos, derrubar servidores, interromper operações de uma empresa, gerar ação judicial envolvendo terceiros, etc..

A proteção é dirigida a empresários e profissionais que utilizam a internet para armazenar dados, compartilhar informações ou realizar vendas – organizações e pessoas que detêm muitas informações sobre os indivíduos. “Na migração das relações presenciais para as virtuais, esse tipo de seguro reduz a vulnerabilidade”, diz Márcio Coriolano, presidente da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg).

SEGURO DE VIDA

O mercado de seguro de vida vai sair da pandemia muito mais maduro do que quando entrou, afirmam os especialistas. Uma expectativa comum à maior parte das seguradoras brasileiras é o aumento das vendas de seguro de vida. Isso porque as pessoas estão mais conscientes da necessidade de se planejar e prevenir em relação a crises como a que estamos vivendo. A pandemia mostra que prevenção é tão fundamental quanto informação e educação para conter danos – e viver melhor.

“O seguro de vida foi impactado positivamente pela pandemia porque o brasileiro nunca teve tanta consciência e preocupação de que pode acontecer algo com ele ou com a família dele como agora”, avalia Márcio Batistuti, diretor de Varejo da MAG Seguros. Apesar do aumento da conscientização, ainda há desafios a vencer. “O primeiro foi realizar a venda virtual, visto que a tradição no setor é a venda presencial. Nesse cenário, o fato de o consumidor estar mais interessado facilitou a operação com o corretor”, diz.

COMPRA E VENDA ONLINE        

Para Aura Rebelo, vice-presidente de Marketing & Digital da Prudential do Brasil, todos os atores vão ter de se readequar ao mercado no pós-pandemia. Segundo ela, o próprio órgão regulador tem demonstrado maior flexibilidade no quesito contratação digital. “A assinatura sem ser presencial era impensável. E apesar de haver uma norma bastante transparente que nos permite atuar dentro da regulação fazendo a venda do seguro de maneira virtual, ela era interpretada com muita rigidez. Percebemos agora que podemos fomentar a assinatura eletrônica, porque ela é segura e facilita a vida do corretor e do consumidor”, diz a executiva.

Hélder Molina, CEO da MAG Seguros, compartilha dessa visão. Segundo ele, a venda online de seguros já é uma realidade. “Nós tínhamos investido em ferramentas tecnológicas e estávamos preparados para operar no ambiente virtual. Dessa forma, em cinco dias colocamos 100% da companhia em home office e conseguimos cumprir a meta de vendas de março”, diz Molina, que acredita que a comercialização online subsistirá ao período de pandemia.

USO DE ALGORITMOS

O uso da tecnologia no setor de seguros muda a atuação das seguradoras, agiliza processos e transforma também a interação dos corretores com os segurados. Os algoritmos já estão entre as ferramentas cada vez mais usadas para chegar ao consumidor. A rigor, são passos necessários para solucionar problemas. Executores de tarefas com começo, meio e fim. Não raro, também são tidos como misteriosos programas capazes de “prever” decisões que tomaremos com base em hábitos online e outros rastros de dados que deixamos por aí.

Quando a serviço do setor de seguros, os algoritmos possibilitam desde uma triagem do perfil do cliente até a elaboração de orçamentos em casos de reparos de veículos, por exemplo. Tudo automatizado. Dessa forma, a análise inicial do candidato a segurado, que é realizada por meio de uma entrevista entre corretor e cliente, em breve será feita por algoritmos que rapidamente traçarão os perfis e, com isso, poderão propor planos personalizados e levar os envolvidos rapidamente para a próxima etapa de negociação. “Já é uma realidade no setor a vistoria dos sinistros feita por imagens com auxílio de algoritmos que calculam o custo do conserto de um veículo, por exemplo”, diz Luis Gutiérrez, CEO da Mapfre Seguros. Para ele, realizar as operações sem uso de papel é uma forte tendência no setor.


 

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