Coluna

Thiago de Aragão: China traça 6 estratégias para pós-covid que afetam EUA e Brasil

Futuros do petróleo devem cair após acordo nuclear

Os preços do petróleo tendem a cair na reabertura da negociação dos contratos futuros, de acordo com analistas, já que o acordo nuclear entre o Irã e seis potências mundiais pode abrir o caminho para que mais petróleo chegue ao mercado global.

Agencia Estado

24 de novembro de 2013 | 20h49

O acordo prevê o congelamento das atividades nucleares iranianas por seis meses. Também limita a capacidade do Irã para enriquecer urânio no nível máximo de 5%, ou seja, abaixo do necessário para a construção de material bélico. Em troca, o país terá alívio gradual das sanções comerciais, incluindo o acesso aos US$ 4,2 bilhões gerados pelas vendas de petróleo. O período de paralisação no enriquecimento de urânio dará aos diplomatas tempo para negociar um pacto mais abrangente.

"A reação deve ser um movimento baixista tanto no brent como no petróleo", afirmou Carl Larry, presidente da Oil Outlooks & Opinions LLC.

O contrato do brent para janeiro terminou a sexta-feira a US$ 111,05 o barril, no nível mais alto desde 11 de outubro, em parte porque o acordo com o Irã parecia remoto no momento do fechamento do mercado. As preocupações com a capacidade da Líbia para exportar óleo também impulsionaram a cotação.

Já os preços do petróleo negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex) não tiveram alta, pois a produção de óleo de xisto está mantendo o mercado interno aquecido. Na sexta-feira, o petróleo para janeiro terminou cotado a 94,84 dólares o barril.

Analistas acreditam que o acordo que neutraliza as tensões internacionais com relação ao programa nuclear do Irã deve provocar a queda dos preços do petróleo. As reservas do Irã estão entre as maiores do mundo, embora suas exportações tenham diminuído quando Estados Unidos e Europa reforçaram as sanções contra o país.

O Irã exportou 1,5 milhão de barris por dia em 2012, abaixo dos 2,5 milhões de barris por dia em 2011, de acordo com a Administração de Informação de Energia.

"Cerca de um milhão de barris de petróleo por dia poderiam rapidamente voltar ao mercado global", disse Jason Schenker, economista e presidente da Prestige Economics, LLC. Fonte: Dow Jones Newswires.

Tudo o que sabemos sobre:
PETRÓLEOPREÇOIRÃ

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.