Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Tenha acesso ilimitado
por R$0,30/dia!
(no plano anual de R$ 99,90)
R$ 0,30/DIA ASSINAR
No plano anual de R$ 99,90

G-20 anunciará 50 medidas para evitar novas crises financeiras

Angela Merkel, chanceler alemã, diz que grupo quer melhor regulamentação do sistema financeiro mundial

Agências internacionais,

15 de novembro de 2008 | 12h34

 Os membros do  G-20 (grupo formado por países emergentes e desenvolvidos) adotarão um plano de ação  para reformular a economia e evitar uma nova crise financeira mundial, afirmou a chanceler alemã, Angela Merkel, neste sábado durante encontro do grupo em Washington. O plano terá cerca de 50 medidas, que serão implementadas até o final de março de 2009.     Segundo um funcionário alemão, a declaração final da cúpula ressaltará a necessidade de uma melhor regulamentação do sistema financeiro global. "O comunicado conterá o princípio de que nenhum mercado, agente ou região deverá ficar sem regulamentação ou supervisão", disse.    A cúpula de chefes de Estado e de governo do G-20 teve início às 11 horas (de Brasília) deste sábado, com o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, recepcionando os chefes de Estado e de governo que se reunirão na cúpula de mercados financeiros e economia mundial.   Veja também: Manifestantes se reúnem na Indonésia contra o G-20 Ativistas protestam contra o G-20 em Washington Entenda o que está em jogo na reunião do G20 Como foi a reunião do G-20 no Brasil De olho nos sintomas da crise econômica  Lições de 29 Como o mundo reage à crise  Dicionário da crise    Segundo Bush, os líderes estão determinados a regular os problemas que levaram à "turbulência" econômica. O líder norte-americano destacou o alto grau de coordenação entre as potências mundiais, em um rápido discurso durante o jantar que ofereceu aos membros do G20 e Espanha, Holanda e República Tcheca na noite de sexta-feira.   "Compartilhamos a determinação para regular os problemas que levaram à turbulência econômica", assegurou Bush. O presidente americano assinalou que o livre mercado é "o caminho mais seguro para o crescimento econômico". Além disso, afirmou que "todas as nações devem rejeitar o protecionismo, o coletivismo e o derrotismo".   Lula   O presidente Luiz Inácio Lula da Silva falará duas vezes no encontro neste sábado. Os discursos, com duração estimadas em, no máximo, cinco minutos cada um, devem ser feitos durante as sessões plenárias. Às 18h30 (de Brasília), Lula se reúne com o presidente da China, Hu Jintao. Às 12h20 deste sábado tem início a primeira sessão plenária. Às 14h50, começa a segunda sessão plenária. Às 16h25, Bush oferece almoço para as lideranças do grupo. Às 18h05, o presidente americano faz o discurso sobre a cúpula do G-20.   Xerife global para bancos   Para combater a crise mundial, os líderes devem propor maior coordenação entre os órgãos reguladores de cada país, uniformização de regras contábeis, supervisão de fundos hedge (aplicações mais arriscadas) e de agências de classificação de risco, regras para remuneração de executivos e maior poder para o Fundo Monetário Internacional (FMI).   Diplomatas e economistas passaram o dia costurando os últimos ajustes para o comunicado do G-20. Tudo indicava que haveria consenso em relação à criação de um colegiado para supervisionar os 30 maiores bancos transnacionais (incluindo o Itaú-Unibanco e o Bradesco), idéia lançada pelo primeiro-ministro britânico Gordon Brown. O novo órgão de supervisão reuniria reguladores de vários países para supervisionar e monitorar os riscos assumidos por 30 grandes bancos que atuam em vários países.   (com Patrícia Campos Mello, de O Estado de S. Paulo, Efe e Agência Estado)  

Tudo o que sabemos sobre:
G-20crise nos EUAMerkel

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.