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G-20: Argentina e Brasil defenderão posição comum, diz Taiana

Ministro de Exterior diz que país defende reforma de mecanismos de supervisão do sistema financeiro

Marina Guimarães, da Agência Estado,

31 de março de 2009 | 18h56

Os governos da Argentina e do Brasil defenderão posição comum na reunião do G-20 nesta quinta-feira, 2, em Londres, segundo o ministro argentino de Relações Exteriores, Jorge Taiana, que se encontra em Catar, acompanhando a presidente Cristina Kirchner na cúpula entre países sul-americanos e árabes. "Temos pontos em comum com Brasil e Arábia Saudita, que participam desta reunião e estarão no encontro do G-20", disse Taiana.

 

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Para Taiana, a cúpula de Catar está dando oportunidade de ouvir nações que não estarão em Londres. "Será preciso escutar outros países, tanto árabes como sul-americanos. Escutar suas razões e argumentos para enriquecer nossa posição", explicou.

 

O governo argentino defende uma reforma dos mecanismos de supervisão do sistema financeiro, além de maior regulação das instituições financeiras e a mudança na estrutura de votação do Fundo Monetário Internacional (FMI). O governo argentino também quer que o FMI conceda empréstimos aos países emergentes sem impor condições que sacrifiquem o crescimento e desenvolvimento destes países.

 

Paralelamente à cúpula de Catar, Cristina se reuniu com o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, com quem já havia afinado o discurso há cerca de duas semanas, quando conversaram em São Paulo. Cristina e Lula defendem a reforma do sistema financeiro internacional, com a responsabilização dos países industrializados pela origem da crise. A presidente argentina também quer pedir mudanças na atuação das agências de classificação de risco. Ambos os países vão atacar o protecionismo dos países desenvolvidos. "Entre Brasil e Argentina podemos divergir em matéria de defesa de nossas indústrias, mas convergimos na defesa de nossa região do protecionismo dos grandes, que massacram nossos países", disse uma fonte diplomática argentina à Agência Estado, referindo-se às disputas comerciais entre os dois sócios do Mercosul.

 

Ao comentar a importância da cúpula entre países sul-americanos e árabes, da qual participam, além da Argentina, Brasil e Arábia Saudita, outros 32 países, Taiana ressaltou que o encontro demonstra "o interesse dos países sul-americanos por uma solução pacífica e duradoura para o conflito histórico vivido pelo Oriente Médio". Em seu discurso, Cristina defendeu a soberania das Ilhas Malvinas e a formação do Estado da Palestina, evocando "a recriação de uma ordem multilateral e multipolar". Cristina classificou a ocupação britânica de Malvinas como "um encrave colonial inadmissível no século 21". O assunto é parte da declaração final de Catar. "Malvinas e a questão palestina são somente dois dos exemplos de não cumprimento das próprias normas dos organismos internacionais em matéria de direito e reconhecimento de nossos países", criticou.

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