G-20 avalia a retomada do Brasil como positiva

Ilan, presidente do BC, que participou do encontro, disse que há uma percepção de que a recuperação do País coincide com o crescimento do mundo

Célia Froufe, enviada especial, O Estado de S.Paulo

18 de março de 2017 | 14h52

O presidente do Banco Central (BC), Ilan Goldfajn, relatou neste sábado que a recepção na reunião financeira do G-20 (grupo dos 20 países mais ricos do mundo) à retomada econômica brasileira foi mais positiva do que o imaginado. “Não que eu imaginasse uma reação negativa, mas poderia ser morna, ok, e não foi.”

Os motivos para a retomada da atividade no País, segundo Goldfajn, são as reformas e a melhora do ambiente externo. “Há uma percepção de que a recuperação vem junto com esse crescimento no mundo”, disse ele, citando que esta é uma das três conclusões a que chegou após o encontro no G-20.

O presidente do BC descreveu o que falou ao grupo sobre a recuperação da economia doméstica e a queda da inflação no Brasil. “Falamos das reformas, da conjuntura com a economia se recuperando, da inflação caindo e que a percepção de risco em relação ao Brasil está melhorando. Um exemplo disso é o CDS (Credit Default Swap, um derivativo de proteção que mede a disposição do investidor de arriscar em um ativo) e dei alguns números para todos entenderem”, citou.

A primeira grande percepção sobre o G-20, de acordo com ele, é que todas as regiões do mundo indicam melhora em termos de atividade. “Todo mundo está dando sinal de que o momento econômico é bom e até mais positivo do que eu esperava receber”, avaliou. Ele falou que os discursos de recuperação da atividade mundial foram bem claros e acrescentou: “não é que os riscos desapareceram, mas a ênfase mudou”.

A segunda percepção continuou, é a intenção de todos os países continuarem a trabalhar juntos, sem rupturas.

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