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G-20 avalia que crescimento global continua mais fraco do que o desejado

Grupo reforça a necessidade de reformas estruturais e de os líderes dos países executarem ajustes para reduzir os desequilíbrios

Fernando Nakagawa e Claudia Trevisan, enviados especiais, O Estado de S.Paulo

05 Setembro 2016 | 16h10

As 20 maiores economias do mundo repetiram a avaliação de que a economia global cresce, mas em ritmo mais fraco do que o desejado. Comunicado final da reunião realizada na China repete os riscos já mencionados pelo presidente chinês, Xi Jinping, como volatilidade financeira, flutuação do preço das commodities e fraqueza no comércio exterior. O grupo repetiu a avaliação de que a política monetária não pode fazer todo o trabalho para a retomada do crescimento equilibrado. 

"O crescimento continua mais fraco que o desejado. Riscos permanecem diante do potencial de volatilidade dos mercados financeiros, flutuações do preço das commodities, fraqueza no comércio e investimento, e lenta produtividade e crescimento do emprego em alguns países", cita o comunicado divulgado pela União Europeia. Até 14h40 de Brasília (1h40 da madrugada da terça-feira na China), o texto final não havia sido divulgado na página oficial do G-20 na internet, nem distribuído aos jornalistas.

Além dos riscos globais, o G-20 reconhece que há desafios "nos desenvolvimentos geopolíticos, aumento do fluxo de refugiados assim como terrorismo e conflitos que também complicam a perspectiva econômica global".

Diante dessa avaliação, o grupo das 20 maiores economias do mundo diz que "a política monetária não pode liderar sozinha o crescimento equilibrado" da economia. Por isso, o grupo reforça a importância das reformas estruturais e insta líderes a executar ajustes para reduzir os desequilíbrios.

Brexit. O G-20 ainda acrescenta que o chamado Brexit adiciona incerteza à economia global, mas diz que os países do grupo estão bem posicionados para reagir a eventuais problemas gerados pelo processo que ainda não começou oficialmente. Enquanto ainda avalia o tema, o G-20 voltou a rechaçar "toda forma de protecionismo" no comércio exterior. 

O comunicado final cita que o tema foi avaliado, mas o grupo está pronto para "proativamente encaminhar" reações para eventuais consequências negativas no campo econômico e financeiro geradas após o voto que decidiu pela saída do Reino Unido da UE. O texto cita, ainda, a expectativa de que, apesar do resultado das urnas, britânicos e os demais europeus "permaneçam como parceiros próximos". 

Diante desse processo que é encarado como uma ação de "isolacionismo", o G-20 escreveu que reitera a "oposição ao protecionismo no comércio exterior e investimento em todas as suas formas".

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