G-20 chega a acordo para que emergentes tenham mais poder no FMI

União Europeia decidiu ceder dois dos nove assentos a que tem direito

Efe,

23 de outubro de 2010 | 05h14

GYEONGJU - Os ministros de Finanças do Grupo dos Vinte (G-20), que reúne os países ricos e os principais emergentes, chegaram neste sábado, 23, a um acordo para a reforma do Fundo Monetário Internacional (FMI), o que outorgará mais poder de decisão aos países emergentes.

 

Na reunião do grupo na cidade sul-coreana de Gyeongju, que contou com a presença do diretor do FMI, Dominique Strauss-Kahn, a União Europeia decidiu ceder dois dos nove assentos a que tem direito no diretório do organismo, composto por 24 membros. Ainda não há definição, no entanto, de como serão distribuídas essas duas cadeiras.

 

Há um ano o G-20 acordou em transferir 5% dos direitos de voto no órgão de decisão do FMI às nações emergentes.

 

Segundo fontes consultadas pela Agência Efe, o FMI, que se reunirá nas próximas semanas para ratificar a decisão, buscava este acordo antes de finalizar a reunião na Coreia do Sul, que começou na sexta-feira e termina neste sábado com um comunicado conjunto.

 

A expectativa é que no documento os países industrializados e os emergentes façam uma chamada contra os desequilíbrios derivados das políticas cambiais.

 

É praticamente um consenso que a chamada "guerra de divisas", pela qual alguns países emergentes tentam atrair fluxos de capital, põe em perigo a recuperação mundial ao alimentar a volatilidade nas taxas de câmbio e ser fonte de incerteza.

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