G-20 decide ampliar poder de países emergentes no FMI

O grupo dos 20 (G-20), que reúne países industrializados e os principais emergentes do mundo, concordou com uma reforma histórica do Fundo Monetário Internacional (FMI), disse o diretor-gerente do Fundo, Dominique Strauss-Kahn. "Seremos um quadro totalmente legítimo", disse ele. "Isso representa a maior reforma já feita na governança da instituição".

AE, Agencia Estado

23 de outubro de 2010 | 11h05

Os países europeus concordaram em ceder duas de suas oito cadeiras no conselho do Fundo que, em vez ter seus membros apontados, será inteiramente eleito. A reforma tem como objetivo atualizar a estrutura anacrônica que baseava-se no equilíbrio de forças após a II Guerra Mundial e dá aos países emergentes uma representação mais proporcional na instituição, com mais voz e poder de voto.

O conselho do FMI vai se reunir nas próximas semanas para ratificar a decisão. Vai levar cerca de um ano para que os europeus decidam quais de seus menores países cederão as cadeiras. EUA, Japão, Reino Unido, Alemanha, França, Itália, Brasil, Rússia, Índia e China manterão seus assentos como maiores acionistas.

O presidente do banco central da China, Zhou Xiaochuan, disse que seu país apoia a reforma de cotas no FMI, de acordo com um comunicado divulgado pela agência de notícias Xinhua. Zhou afirmou ainda que, como maior país em desenvolvimento, a China tem de ganhar mais representação no Fundo.

Separadamente, o ministro de Finanças da China, Xie Xuren, exortou os principais países com moedas de reserva a adotar políticas econômicas responsáveis e manter suas taxas de câmbio relativamente estáveis para reduzir o efeito prejudicial de contágio de suas políticas monetárias. Ele acrescentou que a China continuará impulsionando o consumo doméstico como parte de seus esforços para reequilibrar a economia nos próximos cinco anos.

Já o ministro de Finanças da Índia, Pranab Mukerjee, disse que a credibilidade do FMI foi "corrigida, (ainda que) não totalmente, mas substancialmente" com a reforma acordada na reunião do G-20. A Índia, segundo ele, queria "um pouco mais", mas acredita que "o que foi obtido é significativo". As informações são da Dow Jones.

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