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G-20 decide aumentar participação de emergentes no FMI

Em Pittsburgh, bloco anuncia transferência de 5% das cotas do fundo para países em desenvolvimento

25 de setembro de 2009 | 17h40

A cúpula do G-20 decidiu nesta sexta-feira, 25, transferir "pelo menos 5%" das cotas de participação do Fundo Monetário Internacional (FMI) aos países emergentes e em desenvolvimento, anunciou o diretor-gerente do bloco, Dominique Strauss-Kahn. A declaração final do encontro também inclui o compromisso de impulsionar reformas que permitam um crescimento "sustentado e equilibrado" para o século XXI, e avalia que os esforços coordenados para estabilizar os mercados e prevenir colapsos monetários globais funcionaram.

 

Os Brics - grupo formado por Brasil, Rússia, Índia e China - pediam a transferência de 7% das cotas dos países desenvolvidos no FMI para os emergentes e 6% da participação no Banco Mundial - ou seja, um pouco mais do que está sendo oferecido. O principal alvo era a participação dos europeus, que estão "super-representados" no fundo em relação a seu peso na economia mundial - os Estados Unidos estão relativamente equilibrados. 

 

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No comunicado divulgado ao final da reunião de dois dias em Pittsburgh, os chefes de Estado do grupo ainda afirmaram que lançarão uma nova estrutura que definirá regras mais rígidas aos bancos até 2012. Para impulsionar as reformas, o G20, segundo a declaração final, se constituirá no "principal fórum de cooperação econômica em nível internacional", uma iniciativa que vai de encontro ao G-8, que

assumiu esse papel nos últimos 30 anos.

 

'Papel excepcional'

 

O G-20 passa a cumprir papel excepcional na nova ordem econômica mundial, afirmou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em entrevista após a conclusão do encontro. Lula afirmou que isto não significa que o G-8 acabou, mas significa que o G-20 está agora consagrado como o fórum que vai discutir os assuntos econômicos mundiais.

  

O Grupo dos 8, ou G-8, é composto pelos EUA, Reino Unido, Alemanha, França, Itália, Japão, Canadá e Rússia. O G-20 integra as 19 maiores economias do mundo mais a União Europeia. Lula avaliou que a reunião desta sexta foi a mais importante já realizada no âmbito do G-20.

 

No encontro de Washington, em 2008, o presidente afirmou que o primeiro degrau havia sido ultrapassado. Na reunião de Londres, este ano, ele ponderou que havia ceticismo público sobre as áreas em que o G-20 poderia avançar. E, neste último encontro, houve consagração do G-20 como fórum institucional para cuidar de questões econômicas, acrescenta Lula, destacando o aumento da participação dos emergentes nos órgãos econômicos.

 

(Com Nalu Fernandes, da Agência Estado)

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