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G-20 deve discutir 'colégio de supervisores' para bancos

Grupo reuniria reguladores internacionais para coordenar as 30 maiores instituições, afirma jornal

Regina Cardeal, de O Estado de S.Paulo

14 de novembro de 2008 | 13h44

Os líderes das 20 principais economias do mundo (G-20), que se reunirão neste fim de semana em Washington, estudam a criação de um "colégio de supervisores" para monitorar as maiores instituições financeiras do mundo, informa o jornal The Washington Post. O "colégio de supervisores" reuniria reguladores internacionais para coordenar a supervisão das 30 maiores instituições financeiras, disse o Post, citando fontes familiarizadas com os planos. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, já está em Washington para participar da cúpula.   Veja Também: Entenda o que está em jogo na reunião do G20 Veja os principais pontos do encontro do G-20 em São Paulo De olho nos sintomas da crise econômica  Lições de 29 Como o mundo reage à crise  Dicionário da crise  Entenda a disparada do dólar e seus efeitos   A proposta prevê um aumento no nível de segurança da monitoração dos riscos assumidos pelos bancos e outras instituições financeiras. Além disso, o jornal informou que os EUA, países europeus, Japão e os grandes países em desenvolvimento estão perto de um acordo para criar um "sistema de alerta antecipado" para detectar fragilidades no sistema financeiro global antes que atinjam proporções épicas. O jornal afirma que os detalhes do plano ainda estão sendo discutidos.   A reunião extraordinária do G-20 tem o objetivo de buscar formas de estabilizar o sistema financeiro global, embora autoridades dos EUA tenham até agora rejeitado as sugestões para que se crie uma autoridade reguladora global. O presidente George W. Bush deverá recepcionar os líderes do G-20 em um jantar nesta sexta-feira antes do início das discussões do grupo amanhã. As informações são da agência Dow Jones.   Rodada Doha     Durante o encontro, Bush tentará assegurar que o G-20 dê prioridade à conclusão da Rodada Doha de liberalização comercial. A avaliação é de Stephen Lewis, economista-chefe da corretora Monument Securities, de Londres, especializada em investidores institucionais. Com a medida, Lewis aponta que Bush tentará reduzir a margem de manobra do sucessor, o democrata Barack Obama. Isso porque Obama, afirma, é bem menos favorável ao livre comércio.   A redução no desequilíbrio do comércio global, que para alguns observadores é a causa primária da atual crise, depende muito de ajustes na taxa de câmbio, mas as indicações são de que as moedas não terão muito espaço nas discussões, nota o economista. O presidente francês, Nicolas Sarkozy, trouxe à tona a questão do dólar, mas apenas para contestar seu papel como moeda de reserva internacional primária. Após todos os alarmes do ano passado, há ainda formuladores de política da zona do euro que julgam a política monetária sobretudo em termos de hegemonia, avalia Lewis.  

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