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G-20 deve priorizar limpeza de ativos podres, diz FMI

Fracasso em consertar o sistema financeiro vai desperdiçar muito dinheiro, diz Strauss-Kahn

SUZI KATZUMATA, Agencia Estado

27 de março de 2009 | 14h54

Remover os ativos podres do setor financeiro global deve ser a principal prioridade do encontro de cúpula do G-20 - que reúne as principais economias desenvolvidas e em desenvolvimento - em Londres, na próxima semana, disse o diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn.

 

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O fracasso em consertar o sistema financeiro vai desperdiçar uma vasta quantidade de dinheiro que gasta para reviver as economias em recessão ao redor do mundo; vai "derreter como neve no sol", disse Strauss-Kahn.

Muito já foi feito em termos de estímulo econômico, disse o diretor-gerente do FMI. Mas embora os esforços de estímulo tenham sido suficientes para 2009, o G-20 terá de lidar com a questão de se esses esforços são suficientes para além deste ano, acrescentou. "A discussão de hoje é que precisamos de um compromisso que, se necessário, mais será feito; mas primeiro, devemos olhar para o impacto da primeira onda de estímulo", disse.

Strauss-Kahn acrescentou que o estímulo fiscal dos governos tem sido quase em linha com a meta geral do FMI de 2% do PIB. Ele também pediu às nações que dobrem os recursos do Fundo para que a instituição possa ajudar melhor os países em necessidade.

Ele exortou os países do G-20 a fazerem progressos na regulamentação financeira, embora não como a principal prioridade como outras metas. "Se no topo disso formos capazes de obter algum avanço sobre regulamentação, então, (o encontro) será um sucesso", acrescentou. Espera-se que os EUA e a Europa irão pedir prioridades diferentes no encontro do G-20, com Washington exortando mais estímulo e os europeus colocando uma ênfase sobre a regulamentação.

O diretor-gerente do FMI alertou que é "absolutamente necessário" para os líderes do G-20 alcançarem um acordo no encontro e que desavenças entre os membros prejudicaria a confiança em seus esforços.

As autoridades alertaram contra o protecionismo, dizendo que isso apenas prolongaria a crise econômica.

Com relação as moedas, Strauss-Kahn disse que o papel do dólar como moeda de reserva não está sob ameaça. Ele acrescentou que a mudança do foco econômico da China das exportações para o seu mercado doméstico pode ajudar a valorizar o yuan. As informações são da Dow Jones.

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