G-20 deveria considerar fundo soberano global, diz China

O grupo das 20 economias industriais e em desenvolvimento (G-20) deveriam considerar o lançamento de um fundo soberano internacional que investiria uma porção do superávit em conta corrente de seus membros em economias em desenvolvimento, disse o vice-presidente do Banco da China, Hu Xiaolian, em documento divulgado nesta terça-feira. Dessa forma, esses países seriam novos motores para o crescimento global, diz o documento.

CYNTHIA DECLOEDT, Agencia Estado

22 de setembro de 2009 | 14h00

O documento é parte de um relatório interno das autoridades chinesas sobre a conferência do G-20 em Mumbai, em maio. O representante do banco central e autoridades do Ministério das Finanças se reuniram para discutir as causas e as lições da crise financeira global. Segundo o relatório, as autoridades discutiram o papel do dólar norte-americano como principal moeda de reserva internacional na crise, mas as conclusões foram divergentes. "Várias visões emergiram sobre o melhor caminho para fortalecer o sistema de reserva", disse o relatório.

Anteriormente à crise, a China e outras economias em desenvolvimento ficaram com amplos superávits em conta corrente como resultado de suas exportações às economias desenvolvidas e aumento das reservas em moeda estrangeira. Uma grande parte desses recursos voltou aos países desenvolvidos na forma de crédito barato, provocando tomada excessiva de risco.

No documento, Hu propôs que uma solução para o problema da "volta dos recursos" seria a criação de um "fundo de investimento suprassoberano", que investiria parte do superávit em países pobres, "portanto, esses países poderiam servir como novos motores para a recuperação global e para o crescimento". As informações são da Dow Jones.

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