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G-20 está dividido sobre indicadores de desequilíbrios

O ministro das Finanças do Japão, Yoshihiko Noda, disse hoje que cerca de metade dos países-membros do G-20, liderados pela China, se opõe ao uso de taxas de câmbio baseadas no comércio ou à utilização das reservas internacionais como indicadores de desequilíbrios macroeconômicos. O ministros de Finanças das 20 maiores economias do mundo estão reunidos hoje, em Paris.

CYNTHIA DECLOEDT, Agencia Estado

18 de fevereiro de 2011 | 09h22

As nações industriais e em desenvolvimento do G-20, pelo menos entre os principais burocratas, estão "divididas, em cerca de 50-50, sobre a adoção das duas variantes como parte da referência indicativa que está sendo desenhada para identificar quais nações enfrentam desequilíbrios que precisam ser ajustados", afirmou Noda.

"Não apenas a China, mas também outras nações emergentes parecem ter várias opiniões" sobre a questão, disse. Os comentários sugerem que essas nações, muitas das quais possuem grandes reservas em moeda estrangeira e estão relutantes em permitir elevação no valor de suas divisas, são o maior bloco dentro da oposição.

As referências são "algo que não podemos executar a menos que cada nação membro concorde", disse Noda. Se a divisão persistir, ameaçando o cronograma do projeto, "pode ser que seja necessário, em algum momento, tomar a decisão de abandonar alguns indicadores e seguir adiante com outros", aconselhou. Ele acrescentou que o grupo de trabalho do G-20 apresentou alguns indicadores que poderão ser uma referência, incluindo reservas em moeda estrangeira, poupança e equilíbrio orçamentário. As informações são da Dow Jones.

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