G-20 está perto de acordo para monitorar desequilíbrios

Os países do G-20 se aproximam de um acordo para monitorar os desequilíbrios globais. Apesar das divergências entre europeus e americanos, está sendo negociada uma versão mais diluída da proposta dos EUA. As negociações continuaram até a noite de ontem, durante o jantar dos chefes de Estado, em Pittsburgh (EUA).

Agencia Estado

25 de setembro de 2009 | 00h18

Com um déficit comercial alto, os americanos querem mecanismos que inibam economias como China e Alemanha de obter superávits tão gigantescos. Alemães e chineses resistem. A chanceler alemã, Angela Merkel, freou a discussão, alegando que essa não é a prioridade da cúpula. "Não se deve buscar temas alternativos que distraiam do ponto central, que é a estabilização dos mercados financeiros", alegou.

Merkel ressaltou que não há problema em se falar dos desequilíbrios, mas não se deve desviar do foco. "Existe o perigo de que se desacelere o ímpeto das reformas. Isso é algo que não deve ocorrer", disse. Mesmo assim, os países se encaminham para ter no comunicado final do encontro o mecanismo de resolução de desequilíbrios sugerido pelos EUA, mas diluído. Os americanos queriam que o FMI funcionasse como uma espécie de juiz, monitorando os avanços dos países.

Tudo o que sabemos sobre:
G-20desequilíbrios

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.