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G-20 faz 47 recomendações anticrise

Líderes reunidos na cúpula do G-20 ontem prometeram trabalhar juntos e "fazer mais" para tirar a economia mundial da crise. "Estamos determinados a aumentar nossa cooperação para restabelecer o crescimento global e chegar às reformas necessárias no sistema financeiro mundial", disse o comunicado assinado pelos líderes do grupo, países que representam 85% da economia mundial. No comunicado, o G-20 lança um plano de ação com 47 recomendações para combater a crise, entre elas medidas emergenciais que precisam ser adotadas até o dia 31 de março do ano que vem. Entre elas estão colegiados para monitorar as maiores instituições financeiras transnacionais, como parte do esforço de aumentar a supervisão global. "Grandes bancos globais devem se reunir regularmente com seus colegiados de supervisão para discussões abrangentes sobre as atividades das instituições e os riscos que elas enfrentam", diz o texto. O colegiado foi proposto pela primeira vez pelo primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, mas, no comunicado, a proposta é menos específica."Foi preciso diluir um pouco para conseguirmos chegar a um consenso", disse uma fonte que participou das discussões.Os líderes marcaram a próxima reunião para o dia 30 de abril de 2009, já durante o governo do presidente eleito dos EUA, Barack Obama. Os ministros da Fazenda do Brasil, da Grã-Bretanha e da Coréia estão encarregados de coordenar o processo.Outras medidas urgentes propostas pelo G-20 são o aumento da supervisão de agências de risco, políticas fiscal e monetária para estimular as economias, revisão da remuneração de executivos, alinhamento dos padrões de contabilidade globais e aumento de transparência dos mercados de derivativos. Os reguladores devem assegurar que as agências de risco sigam altos padrões internacionais e não têm conflitos de interesse. As agências davam a melhor nota para papéis de hipoteca que depois se mostraram "podres". A resistência do país anfitrião a propostas mais audaciosas de regulamentação ficou clara no documento. Também não se renderam à idéia do presidente francês, Nicolas Sarkozy, de uma Interpol financeira. O presidente George W Bush comemorou o resultado da cúpula. "Foi uma reunião muito bem sucedida e eles vão se reunir de novo", disse. "Eu digo eles porque eu, caso alguns de vocês talvez não saibam, estou me aposentando." Bush afirmou que a equipe de transição de Obama está sendo informada das resoluções da cúpula. O comunicado analisa a origem da crise financeira, mas não aponta culpados. "Formuladores de políticas, reguladores e supervisores em alguns países avançados não avaliaram o risco". Países como Brasil e França sempre lembraram que a crise "começou nos EUA".

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