G-20 passa a ser o principal fórum econômico

Os líderes do G-20 sinalizaram sua determinação em dar suporte à recuperação econômica em andamento, enquanto tomam um primeiro passo histórico em direção ao reequilíbrio da economia mundial e da estrutura de poder. No comunicado divulgado ao final do encontro de cúpula de dois dias, os presidentes e primeiros-ministros disseram que seus esforços conjuntos para restaurar o crescimento e reparar o debilitado sistema financeiro "funcionaram".

SUZI KATZUMATA, Agencia Estado

25 de setembro de 2009 | 18h56

Mas o G-20 concordou que ainda é muito cedo para começar a desfazer as medidas monetárias, fiscais e financeiras sem precedentes, que ajudaram a conter a turbulência e tirar a economia global da recessão. "Um senso de normalidade não deve levar à complacência", diz a nota do comunicado. "Prometemos hoje sustentar nossa forte resposta política até que uma firme recuperação esteja assegurada", diz o comunicado, com os líderes prometendo evitar qualquer retirada prematura do estímulo".

Os líderes também serão capazes de superar as divisões para adotar uma nova ordem econômica global que visualize a conquista de um crescimento mais equilibrado e maior poder para os países em desenvolvimento. Reconhecendo a crescente importância de países como China, Índia e Brasil, o G-20 suplantou o G-8 como o fórum mais importante para a cooperação econômica internacional.

O Grupo dos 8, ou G-8, é composto pelos EUA, Reino Unido, Alemanha, França, Itália, Japão, Canadá e Rússia. O G-20 integra as 19 maiores economias do mundo mais a União Europeia.

Os países em desenvolvimento também se moveram para alcançar uma meta antiga relacionada ao FMI. O G-20 concordou em mudar pelo menos 5% do poder de voto a favor dos membros sub-representados, principalmente países em desenvolvimento e emergentes, que atualmente possuem uma quota de representação ao redor de 43%.

"Sobre esta base e como parte da revisão de cota do FMI, a ser completada em janeiro de 2011, exortamos uma aceleração do trabalho com objetivo de trazer a revisão para uma conclusão bem-sucedida", diz o comunicado. "Como parte dessa revisão, concordamos que um número de outras questões críticas precisarão ser tratadas, incluindo: o tamanho de qualquer aumento nas cotas do FMI, que terá um rumo sobre a habilidade para facilitar mudanças nas partes das cotas; o tamanho e composição da Diretoria Executiva", diz o comunicado.

Além disso, "como parte de pacote de reforma abrangente, concordamos que os chefes e líderes seniores de todas as instituições internacionais deverão ser apontados através de um processo aberto, transparente e baseado no mérito", diz o comunicado. As informações são da Dow Jones e do site do G-20.

Tudo o que sabemos sobre:
G-20G-8comunicadoFMI

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.