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G-20 pede mais recursos e poder de supervisão ao FMI

Comunicado final do grupo sugere que Fundo avalie regularmente sistema financeiro de todos os países

Patrícia Campos Mello e Tânia Monteiro, de O Estado de S. Paulo,

16 de novembro de 2008 | 12h30

  Os líderes do G-20 (grupo formado por países emergentes e desenvolvidos) pediu em comunicado divulgado neste sábado um aumento no colchão de reservas do Fundo Monetário Internacional (FMI) para lidar com a crise financeira, medida que enfrentava oposição dos Estados Unidos. O Fundo, segundo o documento, deve fazer relatórios de supervisão de todos os países. Atualmente, os EUA não se submetem a essas avaliações.   Veja também: Leia o comunicado do G-20 na íntegra   Veja as medidas que precisam ser adotadas   Manifestantes se reúnem na Indonésia contra o G-20 De olho nos sintomas da crise econômica  Lições de 29 Como o mundo reage à crise  Dicionário da crise    O documento também propõe que o Fórum de Estabilidade Financeira (FEF) seja "expandido urgentemente para incluir a participação de economias emergentes". O FMI, juntamente com o FEF, devem atuar para identificar vulnerabilidades, antecipar potenciais estresses e agir rapidamente para conter as crises.   "Rever o volume de recursos do FMI, Banco Mundial e outras instituições multilaterais e estar pronto para aumentar" é a recomendação do grupo. Várias nações estão buscando ajuda, como Hungria, Islândia, Ucrânia.   Hoje o Fundo tem disponíveis cerca de US$ 250 bilhões. No sábado, o FMI anunciou um empréstimo de US$ 7,6 bilhões para o Paquistão. O Japão anunciou durante a cúpula um empréstimo de US$ 100 bilhões para o Fundo ajudar países afetados pela crise. O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, sugeriu que a China e as nações do Golfo Pérsico contribuíssem com mais recursos para o FMI.   Os líderes mundiais prometeram trabalhar juntos e "fazer mais" para tirar a economia mundial da crise. "Estamos determinados a aumentar nossa cooperação para restabelecer o crescimento global e chegar às reformas necessárias no sistema financeiro mundial", disse o comunicado assinado pelos líderes do grupo, países que representam 85% da economia mundial.   No documento, o G-20 lança um plano de ação com 47 recomendações para combater a crise, entre elas medidas emergenciais que precisam ser adotadas até o dia 31 de março do ano que vem. Uma delas é a criação de colegiados para monitorar as maiores instituições financeiras transnacionais, como parte do esforço de aumentar a supervisão global.   Ação coordenada   Na análise de Mantega, ocorrerá uma ação coordenada de governos do Brasil, Inglaterra e Coréia. "Vamos conduzir os trabalhos técnicos e organizar as equipes para encaminhar a questão da regulação dos mercados e, até 30 de abril, na Inglaterra, teremos uma proposta de regulação, com transparência, para sabermos exatamente o que acontece no mercado." Ele acrescentou que a regulação tem de ser internacional, para ser eficaz.Mantega contou que, durante o encontro, a iniciativa da China de fazer política de estímulo à economia foi aplaudida. "Vamos seguir este caminho." Mas ponderou que o governo terá uma política fiscal e tudo será feito com responsabilidade.   Rodada Doha   O G-20 faz também uma menção à rodada multilateral de comércio. "Precisamos nos esforçar para chegar a um acordo sobre modalidades da Rodada Doha ainda neste ano", consta do texto. Os líderes também ressaltam a importância de evitar o protecionismo, a necessidade de não levantar novas barreiras ao comércio nos próximos 12 meses nem restrições a exportações ou incentivos a exportação que não sejam consistentes com as regras da OMC.   "Com este encontro, até a rodada de Doha desencantou", brincou o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Ele destacou que é preciso garantir que o comércio internacional desenvolva e os erros dos anos 30 não aconteçam de novo. Nesse período, os países se fecharam e veio o protecionismo.

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