finanças

E-Investidor: "Você não pode ser refém do seu salário, emprego ou empresa", diz Carol Paiffer

G-20 poderia taxar transações financeiras, diz ministra da França

Medida é defendida como um dos meios para alcançar a meta de € 100 bilhões em 2020 para ajudar os países em desenvolvimento a lidar com as mudanças climáticas

Filipe Domingues, da Agência Estado,

20 de fevereiro de 2011 | 19h37

Alguns membros do grupo das 20 maiores economias do mundo (G-20) poderiam implantar uma tarifa sobre transações financeiras, como parte dos meios para alcançar a meta de 100 bilhões de euros (US$ 136 bilhões) em 2020 para ajudar os países em desenvolvimento a lidar com as mudanças climáticas. A ideia foi anunciada neste domingo pela ministra de finanças da França, Christine Lagarde, em entrevista à emissora de televisão LCI. "Seria ideal se todos concordassem, mas o problema hoje é que um certo número de países não concorda", ponderou.

O ministério de finanças da Alemanha concorda em "seguir nesta direção", mas os Estados Unidos são "muito hostis ao mecanismo, mesmo se o país estiver interessado em ajudar países em desenvolvimento a lidar com as mudanças climáticas", acrescentou Lagarde.

Outras ideias, como taxar contêineres de embarcações, também foram apresentadas neste fim de semana no encontro de ministros de finanças e presidentes de bancos centrais dos países do G-20, segundo a ministra francesa. Ela defendeu um acordo no G-20 para que se tenha certos indicadores que avaliem se as políticas de um país causam desequilíbrios na economia global.

"Este grupo de indicadores é crucial, porque precisamos de concordar juntos com o diagnóstico", declarou, ao comparar os líderes a médicos. "Primeiro, precisamos acordar os métodos, depois vamos ao diagnóstico compartilhado e, então, ao tratamento."

Lagarde avalia que os desequilíbrios globais, causados por fatores como os Estados Unidos que pegam emprestado e gastam, com a China que exporta pesadamente e a Europa que age como um amortecedor entre as duas zonas, não podem continuar ou "vamos caminhar para outra crise brutal".

A Europa não é "o mau aluno da classe", mas precisa combater a dívida, comentou a ministra, recordando que a França está concentrada em reduzir a dívida e derrubar o déficit. "Estamos trabalhando permanentemente para estabilizar nossas finanças e necessidades de gasto, para estar mais bem gerenciados." As informações são da Dow Jones.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.