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G-20 quer Doha concluída até o fim do ano, afirma Amorim

Chanceler brasileiro diz que chefes de governo reafirmaram disponibilidade para ajudar nas negociações

Nalu Fernandes, da Agência Estado,

15 de novembro de 2008 | 16h17

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, disse neste sábado, 15, que o comunicado final da reunião de cúpula do G-20, que será divulgado mais tarde, contém uma "boa referência à Rodada de Doha", uma vez que inclui um "prazo fatal, que seria conclusão até o fim do ano".  Veja também:EUA pressionam G-20 por uma declaração favorável a DohaLula quer que cúpula do G-20 retome negociações de DohaManifestantes se reúnem na Indonésia contra o G-20Ativistas protestam contra o G-20 em WashingtonEntenda o que está em jogo na reunião do G20 Como foi a reunião do G-20 no Brasil  Em entrevista concedida em Washington, depois de se reunir com a representante de Comércio dos Estados Unidos, Susan Schwab, Amorim ressalvou que o documento ainda tem de ser aprovado pelos líderes, reunidos neste momento, mas disse que os chefes de governo reafirmaram que "estarão disponíveis para ajudar no processo, instruindo os ministros a concluir dentro deste período". O ministro avalia o momento, com o suporte do Grupo dos 20, que inclui países industrializados e em desenvolvimento, ou 90% do PIB e 80% do comércio mundiais, como "uma boa deixa para o Pascal Lamy (diretor-geral da OMC) continuar seu trabalho em Genebra". Amorim, que classificou a reunião com Schwab como "boa", disse que "tanto o Brasil quanto os Estados Unidos ficaram satisfeitos com o comunicado (do G-20)". "Chegamos muito perto em julho (de 2008. "O fato é que sem pressão chegamos muito perto (de fechar o acordo). Hoje, tem uma pressão muito forte. A conclusão da Rodada agora é tão importante não só pelo que vai dar, mas pelo que pode ocorrer se a Rodada não se concluir". O ministro avalia que há preocupação generalizada de minimizar o impacto da crise financeira sobre a economia real. E a conclusão da Rodada Doha seria, talvez, o melhor sinal que se pode dar de que os países estão comprometidos em tomar medidas que vão no sentido contracíclico, de estimular as economias". O ministro brasileiro disse, e acredita que a representante americana "compreende", que há necessidade de "olhar as negociações (de Doha) por um prisma diferente. Um acordo que poderia ser interessante ou mais ou menos interessante em julho, agora passou a ser essencial. Acho que esta é a ótica principal", afirmou.

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