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G-20 se divide sobre resposta à crise, diz autoridade

O encontro dos ministros de Economia e Finanças do Grupo dos Vinte (G-20, os países mais ricos e os principais emergentes) e os presidentes dos bancos centrais não deverá resultar em um pedido uníssono pela aplicação de mais medidas de estímulo fiscal, afirmou autoridade de uma delegação europeia em Horsham, no sul da Inglaterra. O grupo prepara a agenda para a reunião de cúpula dos líderes do G-20 que acontecerá em 2 de abril em Londres. A declaração sinaliza que as autoridades presentes entraram no encontro ainda divididas sobre se a melhor saída para a atual crise econômica e financeira.

AE, Agencia Estado

14 de março de 2009 | 11h22

O G-20 se divide em utilizar políticas que envolvam novos pacotes de estímulo e cortes de impostos ou uma melhor regulação do sistema financeiro mundial. Na abertura do encontro, o ministro das Finanças do Reino Unido, Alistair Darling, expressou otimismo, de que o encontro terá sucesso em levar uma agenda para a reunião de líderes em abril. "Após as discussões da noite passada, estou seguro de que obteremos progresso como parte dos preparativos para o encontro de líderes e ministros das finanças de abril em Londres, quando precisaremos estar concentrados em três grandes questões, de sustentação das economias, retomada do crédito e, é claro, a garantia de que não apenas alguns, mas todos sejam beneficiados pelo que faremos", afirmou Darling.

Do encontro deste sábado, precedido ontem por reuniões bilaterais e um jantar, deve resultar um comunicado, a ser divulgado após as 12h (de Brasília). A administração do presidente norte-americano, Barack Obama, quer que outras nações sigam os Estados Unidos, que adotaram um pacote de estímulo econômico de US$ 787 bilhões. Mas os governos europeus relutam, argumentando que seus sistemas de sociais são mais generosos, implicando aumento nos gastos com benefícios aos desempregados e queda na receita com impostos, um "estabilizador automático" que na prática é equivalente a um pacote de estímulo fiscal.

"Não haverá um pedido para que se faça mais agora", disse a autoridade europeia. "Haverá um pedido para coordenação", acrescentou. A autoridade europeia afirmou que o comunicado pode trazer um acordo para elevar os recursos disponíveis do Fundo Monetário Internacional (FMI) aos países em desenvolvimento que foram mais atingidos pela crise financeira global. Mas o montante ainda está em discussão, observou. O secretário do Tesouro, Timothy Geithner, pediu que os recursos disponíveis fossem triplicados para US$ 759 bilhões.

Consenso

O G-20 também deve chegar a um consenso sobre a exigência de registro das agências de classificação de risco de crédito, medida que atende a demanda de governos de muitos países em desenvolvimento de maior regulação de tais companhias. Mas o discurso sobre o tratamento dos paraísos fiscais não está afinado, com a China resistindo negociar, diante de preocupações sobre o efeitos de medidas nesse sentido em Hong Kong e Macau.

Nos últimos dias, alguns países considerados paraísos fiscais assinaram acordos de partilha de informações sobre impostos com nações do G-20. Outros, como Liechtenstein, concordaram adotar padrões básicos de distribuição de informação de acordo com as regras da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). A Suíça ontem declarou estar disposta a fazer concessões nas leis de sigilo bancário e prometeu maior cooperação com os países estrangeiros na busca por casos de evasão fiscal.

Contudo, o país disse que manterá suas regras de sigilo e continua sem disposição de entregar automaticamente informações confidenciais de clientes para outros países. A decisão suíça será aplicada na forma de acordos bilaterais, afirmou o governo. As informações são da Dow Jones.

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