G-20 será chance para avaliar ação anticrise, diz Obama

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse hoje que as maiores economias avançaram na estabilização do sistema financeiro mundial mas que ainda precisam fazer muito para gerar empregos e crescimento econômico.

AE-AP, Agencia Estado

19 de setembro de 2009 | 11h38

Segundo ele, o encontro do G-20 (grupo dos 20 países mais ricos) na semana que vem, em Pittsburgh, "vai oferecer uma boa chance para se avaliarem os passos que cada nação deu para quebrar as costas desta crise econômica". "A boa notícia é que tivemos um avanço real desde o último encontro, aqui e no resto mundo", disse Obama durante seu discurso semanal via rádio e internet. A última cúpula do G-20 aconteceu há cinco meses, em Londres.

O presidente americano destacou ainda as medidas tomadas para estimular a economia americana, citando o pacote de estímulo, os esforços para descongelar os mercados de crédito "e liberar mais empréstimos para pessoas investindo em casas, carros, educação ou pequenos negócios". Contudo, enfatizou que "parar a hemorragia está longe de ser suficiente". "Sabemos que ainda temos muito a fazer, junto com outros países ao redor do mundo, para fortalecer as regras nos mercados financeiros e garantir que nunca mais nos vejamos na situação precária em que nos encontramos há apenas um ano".

Regulação - Para ele, é essencial que o governo dos Estados Unidos reveja as leis que regem as instituições financeiras e os mercados. "No próximo encontro do G-20, vamos discutir alguns dos passos necessários para salvaguardar nosso sistema financeiro global e fechar as brechas regulatórias em todo o mundo - brechas que permitiram todo o tipo de irresponsabilidade que nos conduziu à crise".

Obama disse que outro passo importante para os Estados Unidos é estabelecer uma agência de proteção ao consumidor. O objetivo é evitar que pessoas "assinem hipotecas que não podem pagar e contratos que não conseguem entender". "Os lobistas das grandes instituições financeiras estão trabalhando para barrar essas mudanças. Não podemos deixar que o interesse de alguns venha antes do interesse de todos nós", sentenciou. As informações são da Associated Press.

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