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G-20 vê riscos maiores para economia mundial

Recentes distúrbios nos mercados financeiros aumentaram problemas para atividade econômica

João Caminoto, enviado especial,

18 de novembro de 2007 | 22h00

As incertezas com os rumos da economia mundial marcaram o encerramento ontem da Reunião dos Ministros das Finanças e Governadores dos Bancos Centrais do G-20, grupo que reúne os principais países ricos e emergentes e cuja presidência rotativa estará com o Brasil em 2008. O comunicado final do encontro diz que os riscos de uma queda na atividade econômica global no curto prazo "aumentaram com os recentes distúrbios nos mercados financeiros" causados pela crise no setor imobiliário americano. "Embora a provável desaceleração no crescimento econômico global deva ser modesta, sua extensão continua difícil de ser prevista." A resistência das economias de países emergentes durante a volatilidade financeira dos últimos meses também foi destacada no documento. "Os emergentes aprenderam a lição das crises da década de 90", disse um dos participantes do encontro. "Ficou claro que o epicentro das incertezas está na economia dos EUA, cuja recessão não é totalmente descartada." O secretário do Tesouro americano, Henry Paulson, disse a jornalistas após o encerramento da reunião que os problemas no setor imobiliário ainda estão emergindo e representam "o risco corrente mais significativo" para a economia de seu país. Ele enfatizou, no entanto, que a economia americana continua "saudável e diversificada" e vai continuar crescendo.  A alta inflacionária em vários países também preocupa o G-20. "Os crescentes preços de energia e de alimentos vão continuar sendo uma fonte importante de pressão." Por isso, "as autoridades monetárias vão ter de avaliar cuidadosamente a perspectiva inflacionária".  O G-20 enfatizou que a resolução dos "desequilíbrios globais" deve ser uma "responsabilidade compartilhada" entre seus países membros. "As recentes turbulências nos mercados ressaltaram a importância de políticas macroeconômicas e financeiras sólidas e vigilância contínua", diz o texto. O comunicado foi apresentado à imprensa pelo ministro das Finanças da África do Sul, Trevor Manuel, e pelo presidente do Banco Central do Brasil, Henrique Meirelles, pois a próxima reunião ministerial do G-20 acontecerá na Costa do Sauípe, no litoral da Bahia, em novembro de 2008. O lema da presidência brasileira será "Estimulando o crescimento, inovação e inclusão social".

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