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G-20 vê riscos maiores para economia mundial

Reunião anual do grupo termina com tom de incerteza a respeito dos rumos da economia do mundo

João Caminoto, da Agência Estado,

19 de novembro de 2007 | 09h52

Após dois dias de intensas e sigilosas conversas num luxuoso resort costeiro localizado a cerca de 100 quilômetros da Cidade do Cabo, os ministros das finanças e governadores de bancos centrais do G-20 - grupo que reúne os principais países ricos e emergentes - encerraram no domingo sua reunião anual com um nítido tom de incerteza com os rumos da economia mundial.  Embora tenham reafirmado a previsão de que o ritmo positivo de atividade global resistirá ao efeito desacelerador do menor crescimento dos Estados Unidos, principalmente por causa do vigor dos países emergentes, as autoridades admitiram que os problemas nascidos do setor imobiliário norte-americano vão continuar emergindo nos próximos meses, elevando os riscos para os sistemas financeiros.  O comunicado final do encontro diz que os riscos de uma queda na atividade econômica global no curto prazo aumentaram com os recentes distúrbios nos mercados financeiros causados pela crise no setor imobiliário americano. "Embora a provável desaceleração no crescimento econômico global deva ser modesta, sua extensão continua difícil de ser prevista." A resistência das economias de países emergentes durante a volatilidade financeira dos últimos meses também foi destacada no documento. "Os emergentes aprenderam a lição das crises da década de 90", disse um dos participantes do encontro. "Ficou claro que o epicentro das incertezas está na economia dos EUA, cuja recessão não é totalmente descartada." Inflação A alta inflacionária em vários países também preocupa o G-20. "Os crescentes preços de energia e de alimentos vão continuar sendo uma fonte importante de pressão. Por isso, as autoridades monetárias vão ter de avaliar cuidadosamente a perspectiva inflacionária." O G-20 enfatizou que a resolução dos desequilíbrios globais deve ser uma responsabilidade compartilhada entre seus países membros. "As recentes turbulências nos mercados ressaltaram a importância de políticas macroeconômicas e financeiras sólidas e vigilância contínua", diz o texto. O comunicado foi apresentado à imprensa pelo ministro das Finanças da África do Sul, Trevor Manuel, e pelo presidente do Banco Central do Brasil, Henrique Meirelles, pois a próxima reunião ministerial do G-20 acontecerá na Costa do Sauípe, no litoral da Bahia, em novembro de 2008. O lema da presidência brasileira será "Estimulando o crescimento, inovação e inclusão social".

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