G-20 vira G-X com assinatura de apenas 12 países

A declaração dos chanceleres reunidos em Buenos Aires, no denominado G-20, foi assinada por somente 12 países (Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, China, Cuba, Egito, Índia, México, Paraguai, África do Sul e Venezuela). O chanceler brasileiro, Celso Amorim, preferiu dar outra denominação para o grupo, chamando-o de G-X. A referência foi acompanhada pelo chanceler argentino Rafael Bielsa, que disse que "não se pode afirmar quantos países fazem parte do G-X porque estes podem ser 12, 17, 24, enfim, é um G flexível".Ele não quis comentar se a ausência de países foi por causa de pressões dos Estados Unidos. Bielsa disse que não poderia falar de pressões que não foram exercidas contra a Argentina, mas afirmou que a reunião foi importante e produtiva e os que não foram perderam. Ele sintetizou a reunião de hoje com a frase "há vida depois de Cancún", para expressar a decisão do grupo de "reafirmar a importância da plena vigência do sistema multilateral de comercio e da OMC".Sobre o chamado Consenso de Buenos Aires, documento que será assinado na próxima semana, em Buenos Aires, pelos presidentes Néstor Kirchner e Luiz Inacio Lula da Silva, o chanceler não quis adiantar nenhum ponto, limitando-se ao suspense: "vocês vão ter muitas surpresas".

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