G-21 levará a nova dinâmica de negociação, diz consultor

A questão agrícola provoca um impasse nas negociações da Conferência da OMC, realizada em CancÚn, no México. A União Européia, que antes se mostrava mais disposta ao diálogo, voltou atrás. O representante de comércio americano disse que se os países em desenvolvimento não "flexibilizarem" as suas posições a reunião vai fracassar. Os Estados Unidos se disseram dispostos a abrir mão dos estímulos aos exportadores, mas querem manter os incentivos à produção doméstica. Diante desse cenário, o consultor de comércio exterior, Joseph Tutundjian, avalia que a união que o Brasil constituiu com a China e a Índia para a formação do G-21 foi um passo fundamental na criação de uma nova dinâmica nas negociações agrícolas.Entrevistado no Conta Corrente, da Globo News, Joseph Tutundjian destacou que os subsídios agrícolas acabam reduzindo os preços dos produtos agrícolas exportados pelo Brasil. Ele contabilizou que se os preços relativos dos anos 90 tivessem se mantido inalterados, o Brasil neste ano estaria exportando no mínimo US$ 100 bilhões. "O subsídio agrícola tem um lado nefasto extremamente destrutivo que é reduzir os preços dos produtos exportados pelos países em desenvolvimento", salientou o consultor de comércio. "Portanto, esta discussão (sobre a redução desses subsídios) é muito mais vital do que parece. Eu espero que Brasil, Índia e China, que estão encabeçando o G-21, fiquem unidos neste objetivo."

Agencia Estado,

12 de setembro de 2003 | 08h17

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.