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G-21 vence primeira batalha na OMC, acredita o Brasil

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, disse que o G-21, grupo de países em desenvolvimento, venceu a primeira batalha após os discursos de abertura oficial da 5ª reunião ministerial da Organização Mundial do Comércio (OMC). Para ele, o pronunciamento do presidente da conferência em Cancún, o ministro das Relações Exteriores do México, Luis Ernesto Derbez, deixou claro que existem várias propostas e não apenas o texto preparado pelo presidente do Conselho-Geral da OMC, o uruguaio Carlos Perez del Castillo, que praticamente reproduz o acordo entre os Estados Unidos e da União Européia. "Vencemos (o G-21) a primeira batalha. Estou mais satisfeito hoje do que estava ontem", disse.O G-21 divulgou um comunicado ontem em que pedia a eliminação total dos subsídios e barreiras agrícolas pelos países ricos e também que não fosse tomado por base para discussão do comunicado final da reunião ministerial em Cancún o texto preparado por Perez del Castillo. No texto, o embaixador uruguaio propõe a eliminação de subsídios à exportação para apenas alguns produtos agrícolas. "Acho que, após o discurso do presidente da Conferência Ministerial, que ouviu todos os lados envolvidos, podemos dizer que conseguimos vencer essa batalha", disse. Segundo o ministro brasileiro, um outro ponto importante para os membros do G-21 é não permitir que os países ricos continuem acusando os países em desenvolvimento de obstruir as negociações. "Pelo menos agora as idéias serão discutidas em pé de igualdade", afirmou. Para se chegar ao discurso de Derbez, segundo Amorim, houve um processo longo de consultas entre as partes envolvidas. "Inclusive, houve um comitê do G-21 que esteve com Derbez, que também esteve reunido com representantes dos Estados Unidos e União Européia", afirmou.

Agencia Estado,

10 de setembro de 2003 | 18h22

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