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G-24 quer FMI mais forte na promoção do crescimento

O G-24, composto pelos países em desenvolvimento e do qual o Brasil participa, defendeu neste sábado a proposta de ampliar o papel desempenhado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), para promoção do crescimento sustentável da economia mundial e das reservas de moedas, e pediu apoio das instituições financeiras internacionais para que os países mais necessitados tenham acesso ao crédito externo. O G-24 destacou que o FMI deveria ampliar o uso dos Direitos Especiais de Saque (DES), a moeda do FMI, no sistema monetário internacional.

CYNTHIA DECLOEDT, Agencia Estado

03 de outubro de 2009 | 12h00

Em seu 82º encontro em Istambul, durante a reunião anual do FMI, o grupo de ministros do G-24 para Questões Monetárias e Desenvolvimento Internacional pediu que a transferência de 7% da cota agregada de participação dos países desenvolvidos para os países em desenvolvimento seja o principal objetivo da próxima revisão de cotas, acrescentando que tal redistribuição não reduza a participação de outros países em desenvolvimento. Segundo os ministros, a redistribuição deve ser baseada em mudanças na fórmula das cotas. No encontro, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, foi vice-presidente do grupo; o presidente do banco central da Siria, Adib Mayaleh, presidiu o grupo.

Os ministros disseram que a perspectiva de uma recessão global prolongada diminuiu, mas advertiram que a crise financeira teve e continuará a ter pesadas implicações sobre o mundo em desenvolvimento. É importante manter políticas fiscais e monetárias contracíclicas coordenadas, assim como ações para revitalizar o crédito, promover a criação de emprego e de redes de segurança, afirmaram os representantes.

Os líderes do G-24 observaram que a forte contração do comércio mundo, a queda nas transferências de recursos e do fluxo de turistas, além da falta de crédito, provocaram queda expressiva do crescimento, perdas maciças de emprego, aumento da pobreza e das pressões sociais em muitos países, especialmente entre os mais pobres e os mais vulneráveis.

Os ministros do G-24 disseram que os países em desenvolvimento enfrentarão grande necessidade de financiamento no médio prazo e que estão em desvantagem no acesso ao financiamento externo. Portanto, é necessário que as instituições financeiras internacionais continuem dando apoio adequado e imediato aos países mais afetados pela crise e que tomem medidas para reduzir a distância entre os países desenvolvidos e em desenvolvimento. Os ministros pediram para que as nações desenvolvidas evitem o protecionismo e outras restrições ao comércio, ao financiamento, aos investimentos e ao trabalho.

O G-24 tinha, até a crise econômica e financeira, pouca influência nas decisões de política econômica global. Mas com as atuais mudanças no poder econômico global, em direção às economias emergentes em detrimento ao mundo desenvolvido, o interesse do G-24 em um papel mais amplo do FMI podem ter impacto.

Ontem, o diretor-gerente do FMI, Dominique Strauss-Kahn, propôs que a organização tenha o papel de financiar os bancos centrais de todo o mundo em caso de extrema necessidade, um papel de banco central do mundo, para inclusive enxugar reservas em excesso mantida pelos países. As informações são da Dow Jones.

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