coluna

Dan Kawa: Separar o ruído do sinal é a única forma de investir corretamente daqui para a frente

G-7 promete evitar danos ao comércio mundial

Declaração vai constar do documento final do encontro do grupo num esforço conjunto no combate à recessão

AGÊNCIAS INTERNACIONAIS, O Estadao de S.Paulo

14 de fevereiro de 2009 | 00h00

O grupo dos sete países mais industrializados do mundo (Estados Unidos, Japão, Alemanha, Grã-Bretanha, França, Itália e Canadá) prometeu evitar danos contra outras economias em consequência de seus esforços para combater a recessão. Os ministros de finanças dos países do G-7 estão reunidos em Roma, a capital rotativa do bloco, para discutir ações conjuntas contra a crise global. Em comunicado preliminar, o G-7 promete ainda empregar todos os esforços para restabelecer a confiança nos mercados financeiros e promover o crescimento da economia mundial. "Vamos continuar a trabalhar juntos e a cooperar para evitar propagações indesejáveis e distorções", diz o texto que deve ser emitido oficialmente hoje pelo grupo. Segundo o documento, três ações principais devem ser tomadas para que os fluxos financeiros voltem à normalidade: reforçar a liquidez por meio da criação de fundos; reforçar a base de capital das instituições financeiras; e facilitar a recuperação ordenada dos ativos. "O G-7 se compromete a adotar ações adicionais, se for necessário, para restabelecer a plena confiança no sistema financeiro global", acrescenta o documento.O texto afirma que os membros do G-7 veem a estabilização da economia mundial e o sistema financeiro global como sua principal prioridade e que vão trabalhar juntos, usando todos os instrumentos de política para alcançar a meta. O G-7 ainda elogia os esforços da China para dar impulso ao crescimento e o movimento do país para flexibilizar a taxa cambial, o que deve levar a um fortalecimento adicional do yuan. "Também elogiamos e apreciamos as prontas respostas macroeconômicas de outros através do mundo", diz o texto preliminar.PROTECIONISMOO G-7 se compromete a evitar medidas protecionistas e a trabalhar em direção a uma conclusão bem-sucedida e rápida da Rodada Doha de negociações para um comércio mundial mais livre. No entanto, as ameaças de uma possível onda de protecionismo no mundo, principalmente após a aprovação do pacote americano de estímulo à economia de US$ 787 bilhões, com a cláusula "buy American", esquentaram as discussões do grupo. O ministro das Finanças da Alemanha, Peer Steinbrück, atacou o plano do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ao citá-lo como exemplo de medida que deve ser evitada. A cláusula exige a utilização de aço americano, ou de países incluídos no acordo de compras governamentais dos EUA, em projetos de construção de infraestrutura no país. "Vamos ter de fazer tudo para nos assegurar de que a história não se repita", disse Steinbrück, em referência à depressão de 1930.O ministro de Finanças do Reino Unido, Alistair Darling, saiu em defesa dos aliados americanos. Ele disse ter conversado pessoalmente sobre o tema com o secretário do Tesouro americano, Timothy Geithner. "Eu acho que os Estados Unidos estão muito conscientes das suas obrigações para com o mundo", disse.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.