G-8 discute hoje terrorismo, crise, Oriente Médio e câmbio

Os chefes de Estados dos sete países mais industrializados mais a Rússia, o G-8, começaram nesta segunda-feira a sua reunião de cúpula anual no balneário francês de Evian em formato mais tradicional. Um dos principais assuntos, além da crise econômica mundial, é a questão do terrorismo, foco do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush. Em Evian, Bush vai tentar o apoio dos outro sete países membros do G-8 para forçar o Irã, país acusado pelo presidente norte-americano de apoiar grupos terroristas, a deixar claro seu programa nuclear. O G-8 também discutirá sobre a proliferação das armas de destruição em massa e a crise nuclear na Coréia do Norte. O presidente dos Estados Unidos participará somente da primeira parte da reunião, que termina na terça, e seguirá depois sua viagem ao Oriente Médio, onde se encontrará, na quarta-feira, na cidade jordaniana de Ácaba, com os primeiros-ministros israelense, Ariel Sharon, e palestino, Mahmud Abbas. Os três vão discutir o plano de paz denominado "roteiro da paz" para o Oriente Médio. O plano de três etapas pretende criar, até 2005, um Estado palestino. Oscilações no câmbio As tendências recentes do câmbio internacional devem ser discutidas no encontro do G-8, mas é improvável que tais preocupações sejam mencionadas na declaração econômica, a ser divulgada amanhã. O primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, indicou ontem que as discussões sobre o movimento das moedas manterão os líderes ocupados. Normalmente, o G-8 não discute o mercado de câmbio neste tipo de encontro. No entanto, a preocupação dos líderes europeus tem crescido em relação ao potencial efeito negativo da apreciação do euro sobre a economia, por tornar os produtos europeus mais caros no mercado internacional. O Japão, por sua vez, quer que sua moeda mantenha-se deprimida a fim de estimular as exportações do país. Mas, diante do baixo nível de crescimento na Europa e nos EUA e com a economia do Japão em estagnação, a principal mensagem dos líderes do G-8 deve ser de confiança em suas economias, as quais devem entrar em período de recuperação, já que a guerra no Iraque foi concluída e os preços do petróleo não encontram-se voláteis. As informações são da Dow Jones.

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