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G-8 tenta se mostrar importante nas decisões da economia global

Grupo dos sete países mais ricos mais a Rússia quer mostrar que sua influência no mundo não é apenas política

Andrei Netto, O Estado de S.Paulo

26 de maio de 2011 | 00h00

CORRESPONDENTE / PARIS

Há um ano e meio, o então chanceler do Brasil, Celso Amorim, declarou a morte do G-8, o grupo das antigas sete maiores economias do mundo, mais a Rússia. O grupo já foi desfigurado pela emergência de potências como a China, a Índia e o Brasil. Mas a vida e a aura do G-8, para seus participantes, segue intacta, ao contrário dos desejos da diplomacia brasileira.

Reunidos em Deauville, balneário da costa atlântica da França frequentado por yuppies e traders do mercado financeiro parisiense, chefes de Estado e de governo de Estados Unidos, Canadá, Japão, Alemanha, França, Reino Unido e Itália, mais o convidado permanente, a Rússia, querem mostrar sua influência também no plano econômico, e não apenas no político.

Pelos acordos tácitos da comunidade internacional, selados no G-20 de Londres, em 2009, caberia ao grupo das 20 maiores potências econômicas - Brasil incluído - as deliberações sobre sistema financeiro, reforma, regulação e crescimento econômico. Ao pautar temas como a sucessão no Fundo Monetário Internacional (FMI) e a relação com países emergentes, o G-8 pretende mostrar que ainda é um fórum legítimo de deliberações para o mundo das finanças.

Entre os principais assuntos da reunião estão duas pautas diretamente ligadas à crise econômica pela qual a periferia da União Europeia e o mundo árabe atravessam. O primeiro diz respeito ao FMI. Depois de lançar a ministra da Economia da França, Christine Lagarde, à direção do Fundo, o Palácio do Eliseu espera obter o apoio formal de Estados Unidos, Canadá e Japão, reduzindo as chances dos oposicionistas, como o presidente do Banco Central do México, Augustin Carstens.

Além disso, o G-8 deve discutirá - e aprovar - um programa de financiamento da reconstrução econômica dos países do mundo árabe que passarem por revoluções. É o caso da Tunísia e do Egito, que precisam de recursos internacionais para enfrentar a penúria da indústria do turismo.

Outro ponto da pauta é a resposta às preocupações com a indústria nuclear após o desastre de Fukushima, no Japão. A ideia é reforçar à comunidade internacional que a energia nuclear está passando por um processo de revisão de seus padrões de segurança, mas continua fundamental na matriz energética.

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