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Gás de cozinha de uso industrial fica mais caro

Preços poderão subir de 2,5% a 5% a partir desta sexta-feira, segundo comunicado da Petrobrás enviado às distribuidoras de gás

Vinicius Neder, O Estado de S.Paulo

04 de dezembro de 2015 | 02h02

RIO - A Petrobrás anunciou na quinta-feira reajuste no preço do gás de cozinha (o gás liquefeito de petróleo, ou GLP) de uso industrial, informou o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás (Sindigás). Segundo a entidade, a partir desta sexta, os preços poderão subir de 2,5% a 5%, segundo comunicado enviado pela estatal às distribuidoras.

O reajuste vale para embalagens acima de 13 quilos, ou seja, não afeta o preço do botijão destinado ao uso residencial. Também por isso, o aumento não terá impacto direto na inflação ao consumidor. Pode haver impacto indireto na inflação por causa do encarecimento do insumo para as empresas. "O Sindigás esclarece que os preços são livres em todos os elos da cadeia e que o mercado tem autonomia para fixá-los. Portanto, o Sindigás orienta o consumidor a pesquisar o preço final ", diz nota divulgada pelo sindicato.

A Petrobrás já havia anunciado reajuste no gás de cozinha industrial em setembro. Na ocasião, o aumento seria de 5% para o consumidor final, mas o Sindigás calculava encarecimento de até 10%.

Negócios. Na quinta-feira, a justiça da Bahia decidiu suspender a venda de 49% da Gaspetro para a Mitsui. A liminar foi concedida a pedido do Estado da Bahia, que teme perder espaço no bloco de controle na Bahiagás, empresa da qual a Gaspetro é sócia. Essa era a primeira operação do plano de desinvestimentos da Petrobrás a sair do papel e havia sido aprovada pelo conselho de administração da estatal em outubro.

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