G10 aponta necessidade dos bancos centrais vigiarem inflação

O G10 advertiu hoje sobre a necessidade de que os bancos centrais vigiem as expectativas de inflação e ajustem suas políticas monetárias para proporcionar credibilidade e confiança aos mercados. O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, disse ao término do encontro do G10 na Basiléia que a entidade européia está preparada para aumentar as taxas de juros a qualquer momento, caso seja necessário, e que mantém uma estreita vigilância sobre os preços da zona do euro. Como porta-voz dos bancos centrais do G10, Trichet disse que "é muito importante manter a credibilidade e a confiança nos bancos centrais, assim como em sua capacidade de proporcionar a estabilidade dos preços". Crescimento econômico Ao mesmo tempo, o G10 (formado por Alemanha, Bélgica, Canadá, Estados Unidos, França, Holanda, Itália, Japão, Reino Unido, Suécia e Suíça) considera que as perspectivas de crescimento global se mantêm "robustas" apesar dos furacões que castigaram EUA recentemente, sobretudo Katrina e Rita, cujo impacto será "muito temporário e bastante pequeno, previsivelmente". O G10 considera que "existem riscos para o crescimento global com os elevados preços da energia" mas se recusou a fazer prognósticos sobre o nível futuro dos preços de petróleo, que este ano chegaram a alcançar os US$ 70. O preço do barril de petróleo Brent, de referência na Europa e para entrega em dezembro, custava hoje no mercado de Londres quase US$ 60, enquanto o barril de petróleo do Texas (WTI, leve) nos EUA era negociado a US$ 60,50. A Agência Internacional de Energia (AIE) prevê que o preço do petróleo se manterá alto de forma duradoura e revisou para cima suas previsões para os próximos 25 anos.

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