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G-20 reconhece que recuperação da economia global ainda é lenta

Em comunicado oficial, grupo dos 20 maiores países diz que cenário é desafiador e negativo, reforçado pelo Brexit

Fernando Nakagawa, Enviado especial, CHENGDU, CHINA

24 Julho 2016 | 16h30

As 20 maiores economias do mundo concordam que a recuperação da economia global continua, mas em ritmo abaixo do desejado. O grupo reconhece que o cenário continua desafiador e os riscos pesam para o lado negativo e ainda foram reforçados com o processo de saída do Reino Unido da União Europeia, o Brexit. O encontro na China, aliás, teve uma pequena amostra do impasse nesse tema: enquanto autoridades da UE pediam celeridade a Londres, o ministro de Finanças britânico, Philip Hammond, deixou claro que o processo só será iniciado quando o novo governo de Theresa May estiver pronto para as negociações.

O comunicado final da reunião financeira do G-20 reafirma que o cenário global continua com problemas e cita como exemplos a flutuação do preço das commodities e a baixa inflação em vários países. “A volatilidade do mercado financeiro continua elevada e os conflitos geopolíticos, terrorismo e o fluxo de refugiados continuam a complicar o ambiente global”, cita o documento. 

Essa lista de problemas cresceu nas últimas semanas com a decisão dos britânicos de deixar a UE. “O referendo no Reino Unido adiciona incerteza à economia global. Membros do G-20 estão bem posicionados para encaminhar proativamente as potenciais consequências econômicas e financeiras. No futuro, esperamos ver o Reino Unido como parceiro próximo da UE”, cita o documento. 

Apesar dos alertas, o G-20 entende que a economia global passou pelo primeiro teste. “Entre os membros, há a sensação de que os esforços adotados desde a crise criaram resiliência. Uma vez ocorrido o Brexit, a volatilidade foi menor do que o esperado”, disse o presidente do BC brasileiro, Ilan Goldfajn.

O comunicado cita ainda que os países reafirmaram o compromisso de usar “todas as ferramentas” – monetárias, fiscais ou estruturais, seja individual ou coletivamente – para atingir o objetivo de um crescimento econômico mais sustentável, equilibrado e inclusivo. O G-20 também prometeu que não haverá medidas de protecionismo. “Nós reafirmamos nosso compromisso prévio com as taxas de câmbio, incluindo o que vamos nos abster das desvalorizações competitivas, e não teremos meta para nossas taxas de câmbio para propósitos de competição. Resistiremos a todas as formas de protecionismo.” / COM DOW JONES NEWSWIRES

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